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  • Governo quer ampliar consumidores de seguro no campo


    Fonte: Kelly Lubiato - Edição 256 da Revista Apólice

    A verba do Fundo do Seguro Rural oferecido pelo governo quase dobrou neste ano para R$ 955 milhões, podendo chegar a R$ 1,3 bilhões em 2021.

    Investimento financeiro e capacitação profissional. Desta forma o Governo Federal pretende ampliar a penetração do seguro rural para áreas menos atingidas e também para novas culturas. Para o ano civil de 2020, o investimento total da subvenção do seguro rural será de R$ 955 milhões. Para 2021, a previsão orçamentária é de R$ 1,3 bilhão.

    De acordo com Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, adianta que o objetivo do Governo é entregar o programa com uma cifra de R$ 2,2 bilhões no programa de subvenção, podendo chegar a 30 mil hectares de áreas seguradas. “Estas são estimativas, que dependem do comportamento da contratação, porque a demanda é dinâmica”, explica Loyola.

    No caso do seguro rural as 14 seguradoras que participam do programa são as intermediárias, pois a subvenção é para o produtor. As seguradoras recebem as propostas do produtor e repassam a documentação para o Mapa. Depois, da confirmação da subvenção, ela oferece o desconto para o produtor, com um sistema operacional mais inteligente. O produtor, na legislação atual, tem o poder de escolher com qual seguradora deseja trabalhar, assim como o corretor.

    Programas ampliados

    No final de junho, o Mapa publicou a Resolução número 75, que aprovou o projeto piloto do seguro rural para operações enquadradas no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), para algumas culturas específicas. De acordo com Loyola, serão destinados R$ 50 milhões para esta fase.

    “O objetivo desse projeto é fomentar a contratação de seguro rural para esse público específico, que em muitos casos ainda não conhece como funciona esse mecanismo de mitigação de riscos. Para isso, vamos proporcionar condições diferenciadas no Programa. Além disso, o projeto também servirá para avaliar a capacidade das seguradoras de ofertar produtos compatíveis a esse perfil de produtor rural”, explica. Hoje o produtor paga em torno de 3,8% de prêmio. “Por isso, vamos trazer a subvenção para que ele possa comparar os produtos e incentivá-los a fazer o seguro agrícola, que é um produto mais moderno que o Pronaf, que remonta à década de 1970 e é muito burocrático”, acrescenta o executivo.

    Além disso, o Ministério também lançou um aplicativo do seguro rural, com várias funcionalidades que podem ser consultadas pelo produtor rural para auxiliá-lo na contratação do produto. “Às vezes, ele não sabe, por exemplo, qual seguradora atua em seu município. O aplicativo PSR (Programa Seguro Rural) disponibiliza a consulta de seguradoras, quais culturas estão disponíveis, dicas de seguro, simulações para saber valor do prêmio e da subvenção. É um aplicativo educativo, consultivo, para disseminação da cultura”, ressalta Loyola.

    O modelo de contratação do seguro rural remete a um produto mais flexível. É possível fazer uma subscrição mais detalhada, de acordo com os riscos de cada produtor e suas necessidades de coberturas (franquia, nível de cobertura etc).

    O projeto piloto do ProAgro pode atender até 25 mil produtores e deve durar de julho a setembro.

    Desafios

    Para disseminar a cultura do seguro como ferramenta de proteção é preciso dar previsibilidade e consistência para o programa. As metas devem ser mantidas independente de quem esteja à frente do Governo, para que as seguradoras tenham segurança para aderir ao programa.

    “Estamos trabalhando para fomentar a capacitação de corretores de seguros e peritos agrícolas, para promover o seguro rural com qualidade na subscrição e na regulação dos sinistros. Não adianta ter seguro rural e na hora que precisa não ter perito, não ter serviço adequado etc”, avalia Loyola. Para suprir esta demanda, a ENS – Escola de Negócios e Seguros – está em contato com equipes do Mapa para enfrentar estas demandas por capacitação e formação para peritos especializados em seguro rural, bem como no aprofundamento da formação de corretores de seguros que trabalham com seguros rurais.

    “Nosso curso para Habilitação de Corretores de Seguros conta com a disciplina de Seguros Rurais, oferecida de forma presencial ou em EAD. A ideia agora é aprofundarmos a capacitação, investindo numa formação mais abrangente sobre os produtos atrelados aos seguros rurais, e à inspeção de riscos rurais”, destaca Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino Técnico da ENS.

    A escola estuda agora o curso para a formação de peritos. Segundo Maria Helena, “o curso está sendo formatado por especialistas dentro do MAPA e da comissão responsável dentro da FenSeg (Federação Nacional das Seguradoras de Seguros Gerais). A ENS vai participar do processo de seleção da instituição que preparará o programa, pela sua demonstrada capacidade técnica em produzir conteúdo especializado”.

    O vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Fenseg, Daniel Nascimento, comemora o crescimento do valor da subvenção ao seguro rural, afirmando que é um incentivo para o crescimento da área segurada no Brasil. “Todo o recurso disponibilizado pelo Governo será consumido no seguro rural”.

    O mercado de seguros rural cresceu 35% nos primeiros meses de 2020, apenas o agrícola cresceu 64% no mesmo período. Até 2019, o seguro agrícola seguia uma tendência de anos anteriores, porque não há subvenção que cubra todo o setor. “De R$ 2,4 bi que o mercado fez em prêmio do agrícola no ano passado, posso afirmar que 50% disso entrou na subvenção”, afirma Nascimento.

    A média dos percentuais de subvenção para soja, por exemplo, 25% é o percentual de subvenção que o produtor rural tem direito. Em fruta, o prêmio é agravado pelo risco da atividade e a subvenção pode chegar a 40%.

    Em média, 14% a 15% da área plantada tem seguro. Ainda não é possível saber quanto a área plantada com seguro deverá aumentar.

    “A natureza do seguro rural é catastrófica. Há cerca de 6 a 7 anos, percebemos que o produtor passou a contratar produtos mesmo sem a subvenção, por conta da sua natureza. Ela afeta um município ou região inteira”, avalia Nascimento.

    A perda cria consciência no produtor rural.

    O grande desafio para o mercado segurador é fornecer produtos e serviços para que o produtor rural acompanhe o desenvolvimento da sua lavoura, com o devido sensoriamento. “Esta é uma tendência para os próximos anos”, confirma Nascimento, acrescentando que isso acontecerá não apenas na subscrição mas também para a regulação de sinistros. Em 2020, o desafio para regular sinistros com a pandemia foi grande, porque o produtor não queria receber o perito, ou o perito não queria ir, ou a cidade estava fechada para receber gente de fora. “A alternativa foi pegar dados de entidades da região ou contar com os dados remotos já disponíveis em algumas apólices”.

    As seguradoras hoje investem para baratear o custo final da regulação dos sinistros. Por isso, companhias e Governo querem investir na criação de ferramentas remotas para treinamento de corretores de seguros e peritos.

  • Mercado garante resultado mesmo com pandemia


    Fonte: Kelly Lubiato - Revista Apólice

    CNseg apresentou resultados do mercado e mostrou que a pandemia impactou o setor de forma mais branda.

    A Confederação Nacional das Seguradoras apresentou ontem os resultados do mercado até o mês de setembro. Os seguros de danos e responsabilidades tiveram ganho de 4,6% em 2020, mantendo números próximos ao ano de 2019. O setor de produtos de acumulação foi o mais atingido pela pandemia, prejudicado pela grande quantidade de resgates.

    Segundo Marcio Coriolano, presidente da entidade, “o ano de 2020 foi afetado tanto pela pandemia quanto pela queda da taxa de juros, com impacto também da queda de emprego e renda. A boa notícia é que os planos de contingência das seguradoras funcionaram e não houve um grande impacto no atendimento. A intensa atividade regulatória foi uma marca deste ano, com a regulamentação do Sandbox e de outras normas”, destacou o presidente.

    2020 ficará marcado também pela forte atuação do Poder Legislativo, na tentativa de realizar ajustes para adequação dos produtos à pandemia. Se em 2019 havia mais de 4500 projetos propostos para o setor, em 2020 eles ultrapassaram a marca de 7 mil, principalmente ligados ao mercado de saúde privada e seguro de vida.

    “É difícil prever o que virá pela frente. As perspectivas para 2021 dependem de aspectos políticos e econômicos, além da chegada da vacina e sua distribuição. Desde 2008, o mercado de seguros teve um crescimento médio, em termos reais em 3,4%. O PIB de todos os setores caíram, exceto agropecuário, e mesmo assim o setor de seguros manteve crescimento”, pontuou Coriolano.

    Coriolano citou alguns itens que mostram a resiliência do mercado de seguros e que o mantiveram em alta, como a sua governança e a gestão de riscos; o ambiente de demanda favorável, com novos produtos e seguros inclusivos; a experiência do cliente, com novas empresas, produtos e jornada do consumidor; o aprimoramento da comunicação com a sociedade e um ambiente competitivo mais favorável.

    Federações

    Jorge Nasser, presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), apresentou os dados do seguro de pessoas, destacando a rápida resposta do setor em atender as demandas da pandemia. “Cumprimos uma missão importante, que foi a cobertura para a cláusula de exclusão de pandemia. Chegamos aos final de setembro de 2020 com R$ 3,4 bilhões de pagamento de indenizações em vida”. Ele acrescentou que o setor também avançou nos processos digitais e que os brasileiros estão mais sensíveis para a aquisição de seguros. “Aprendemos na dor, mas isso aponta para um novo momento da sensibilização das pessoas e podemos transformar isso em ações”.

    Sobre o fim do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), cujo consórcio será extinto em 31 de dezembro, Antonio Trindade, presidente da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), disse que ainda não está definido quem irá operar o produto e a que custo. “Estamos conversando com o regulador para repor o DPVAT com algum formato que gere concorrência e que não seja monopólio. Que seja um produto ganha ganha para consumidor, mercado e governo. Mas ainda não sabemos o que irá acontecer”.

    Sobre a entrada de novas empresas no setor, como as reguladas pelo Sandbox, não há preocupação por parte das lideranças. Trindade lembrou que a pandemia trouxe a digitalização para o convívio diário, para aproximar as pessoas e fazer o sistema funcionar. “Enxergo que a tecnologia trará o seguro intermitente; os seguros de proteção a viagem podem ganhar grande atração para grupos menores de consumidores, por exemplo. No começo dá um pouco de frio na barriga esta desregulamentação do mercado, mas, olhando para frente, a técnica do seguro deve prevalecer, e as compras deverão levar em conta não apenas o preço, mas também a técnica, meios de comercialização etc”.

    O presidente da Fenacap (Federação Nacional de Capitalização), Marcelo Farinha, disse que a tecnologia abre a oportunidade para novos meios de distribuição, mudando a forma como o mercado se encontra com o consumidor. “A transformação tecnológica veio com a crise, que intensificou algo que já vinha acontecendo, como as novas formas de interação com os consumidores e como se vincular a novos ecossistemas para oferecer os seus produtos. Esta é a lógica de se engajar e atender a demanda do mercado”.

    João Alceu, presidente da Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), falou sobre a atuação de empresas no setor de saúde que operam como clubes de benefícios. Ele destacou que há empresas muito sérias que estão explorando o mundo digital com formato específico. “Estamos pedindo que à ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) se posicione para dizer o que é serviço e o que é seguro. Precisamos de alguma regulação e pedimos que a ANS se posicione para que as empresas do setor possam fazer o mesmo. Também queremos fazer a subsegmentação, com arcabouço regulatório igual para todos”.

    A subsegmentação do mercado de saúde suplementar é um pleito antigo do setor e seria uma forma de conseguir atender uma parcela maior de usuários com produtos e preços mais acessíveis.

  • O impacto da Covid-19 nas lideranças do mercado segurador na América Latina


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    De acordo com um estudo elaborado pela Russell Reynolds Associates, o setor poderá sair mais forte da pandemia ao investir em novos produtos e tecnologia.

    A pandemia mostrou que quase nenhuma empresa ao redor do mundo possuía planos de contingência que incluíssem protocolos de segurança para uma crise sanitária. Isso exigiu dos líderes a rápida tomada de decisões. Este cenário fica claro no resultado dos estudo “O impacto da Covid-19 sob as lideranças do mercado segurador na América Latina”, realizado pela consultoria Russell Reynolds Associates.

    O estudo contempla entrevistas com mais de 25 líderes da indústria de seguros, visando compreender as tendências emergentes no mercado para a América Latina pós-pandemia. Na conversa, os lideres destacaram as competências necessárias para navegar nestes tempos incertos e as ações que as seguradoras estão tomando para montar as equipes prontas para competir nesses mercados. Entre os executivos entrevistados estão representantes de subsidiárias regionais de multinacionais, seguradoras independentes, seguradoras de propriedade de bancos locais (bancassurance), bem como seguro local e internacional e corretores de resseguros.

    Uma das tendências apontadas pelo estudo é que, devido à crise sanitária, muitos consumidores estão mais abertos a aprender sobre produtos de proteção securitária (por exemplo: vida, saúde, residencial). Por conta da queda na média da renda da população, as pessoas também estão procurando por produtos mais econômicos. Segundo Fernando Machado, consultor da Russell, as seguradoras que investirem em campanhas publicitárias e no desenvolvimento de novos produtos podem atrair esse público. “Mesmo com a população ganhando menos, houve uma alta da percepção da necessidade de estar protegido. São em momentos como esse que o seguro é fundamental, por isso devemos espalhar o conhecimento sobre os seus benefícios”.

    Outro ponto abordado na pesquisa é a alta na digitalização do setor. Com o distanciamento social, as seguradoras tiveram que desenvolver novas formas de se comunicar com os segurados, vendo-se obrigadas a investir em canais digitais. Algumas organizações estão implantando modelos de plataforma sob demanda, aproveitando sites e mídias sociais. “Acredito que, mesmo no pós-pandemia, o consumidor de seguros ainda não irá adquirir uma apólice somente de forma online. Entretanto, os processos passarão a ser, mais do que nunca, digitalizados e isso trará um aumento de produtividade nas companhias, que poderão utilizar o tempo gasto em burocracias para focar em outros aspectos”, diz Machado.

    O estudo destaca também que a pandemia colocou em evidência a realidade de lenta adoção de tecnologia pelas seguradoras da América, exceto pelas insurtechs, que foram criadas em novas plataformas de tecnologia. De acordo com o consultor, para que o setor continue inovando será necessário um investimento significativo em análise de dados avançada, aprendizado de máquina e inteligência artificial. “Quando pensamos em tecnologia não basta apenas que ela seja implementada nas soluções de atendimento ao cliente com o objetivo de impulsionar as vendas e a capacitação digital, mas também nas funções de back office para reduzir os custos operacionais e aumentar a eficiência”.

    A pesquisa também abordou como os reguladores podem adotar medidas que promovam mais concorrência no mercado e atraiam mais players. No Brasil, por exemplo, as regulamentações mais recentes são voltadas para a digitalização, visando apoiar as insurtechs através da desburocratização do negócio. “Quando você regula com o objetivo de aumentar a competição, trazer inovação e a entrada de players no mercado isso acaba diminuindo o custo da operação e do produto final, o que é benéfico para o setor, que poderá aumentar sua penetração, e para o consumidor, que acaba pagando menos para estar protegido”, afirma Machado.

    Segundo Machado, nesse momento delicado, as lideranças devem implementar ações que foquem na sustentabilidade do negócio e entregar uma proposta de valor que esteja ligada com o seu segmento de mercado. “Para isso, você deve ser um exemplo para sua equipe, tendo a capacidade de desenvolver cada colaborador e criando um ambiente de trabalho de excelência mesmo a distância. Uma forma de fazer isso é identificar as competências dos funcionários e os gaps. A partir daí, o gestor pode elaborar um plano para o desenvolvimento dessas pessoas e oferecer treinamentos, o que com toda certeza irá auxiliar positivamente nos resultados da companhia”.

  • Parcerias e investimento em tecnologia são tendências para o pós pandemia


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    O CEO da HDI Seguros, Murilo Riedel, participou do evento "Diálogos Apólice 25 anos" para falar sobre o que esperar do mercado de seguros no pós pandemia.

    Mesmo com a perspectiva de retomada da economia em 2021, ainda há incertezas que rondam diversos setores. Para falar sobre o que esperar do mercado de seguros no pós pandemia a Revista Apólice realizou ontem, 14 de dezembro, mais uma edição do evento “Diálogos Apólice 25 anos”, e desta vez o convidado foi Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros. A mediação da transmissão ao vivo foi realizada pela jornalista Kelly Lubiato.

    No inicio da live o executivo falou como o mercado se adaptou para começar a operar no regime home office. Segundo Riedel, é fundamental preservar a saúde dos colaboradores nesse momento, mas trabalhar em casa poderá trazer consequências negativas para o setor. “Quando tudo isso começou nós tivemos que agir de maneira ágil e eficiente, lançando soluções que possibilitassem continuar os negócios a distância. Entretanto, essas tecnologias e produtos que foram acelerados estavam previstos para serem lançados daqui a 2, 3 anos. Isto pode estagnar o ambiente de inovação no mercado”.

    Riedel também falou sobre o desemprego no setor que, de acordo com ele, vem contratando menos a cada ano. O CEO da HDI afirmou que as operações manuais irão ser extintas no decorrer da transformação digital, mas que áreas como o Comercial têm um enorme potencial para crescer. “Relacionamento é tudo, ainda mais na indústria seguradora. Mesmo com a extinção de algumas funções, é previsto um aumento do salário médio no mercado e as áreas que lidam com venda e pós venda e tecnologia ocuparam um espaço cada vez mais dentro das seguradoras e corretoras”.

    O executivo abordou a importância dos corretores acompanharem essa transformação digital e investirem em tecnologia e capacitação. De acordo com Riedel, somente desta forma o corretor irá conquistar mais clientes e aumentar sua carteira “Na minha opinião, a robotização do whatsapp é algo que o corretor não pode abrir mão. Os consumidores mudaram muito nesse período de pandemia, o que exige disponibilidade total para atender as suas demandas. É necessário se adaptar pois existe muita concorrência entre a categoria e aquele que não fizer isso perderá espaço”.

    Riedel disse acreditar nas parcerias como uma parte importante para o mercado crescer e aumentar sua participação no PIB. Neste ano, a HDI e a Icatu se uniram para oferecer seguros de vida e de acidentes pessoais, nos quais cada seguradora ficaria com 50% das receitas geradas pelas vendas cruzadas. “Eu vejo no pós pandemia o mercado se unindo e aprendendo com essas parcerias, pois juntos podemos renovar o setor. Devemos aproveitar esse momento, que apesar de ser muito difícil gerou uma maior percepção da sociedade para a necessidade de estar protegido”.

  • O que você precisa saber sobre seguros de viagem na pandemia


    Fonte: Exame

    O setor dos seguros de viagem introduziu uma série de novas apólices para cobrir a doença, à medida que muitos destinos internacionais começaram a exigi-las.

    Quando a pandemia chegou, muitas apólices de seguro de viagem não cobriam interrupções e cancelamentos acarretados pela Covid-19, porque excluíam pandemias. Mas, nos meses seguintes, o setor dos seguros de viagem introduziu uma série de novas apólices para cobrir a doença, à medida que muitos destinos internacionais começaram a exigi-las.

    “Houve progresso, porque muitos planos agora vão tratar a Covid como qualquer outra doença ou problema inesperado. Se você tiver uma viagem marcada e pagou pelo seguro, mas foi acometido pela Covid-19, o que o impossibilitou de viajar, o cancelamento da viagem estará coberto, porque uma doença inesperada impediu que a viagem se realizasse”, disse Stan Sandberg, um dos fundadores do site de comparações de seguros Travelinsurance.com.

    Da mesma maneira, as atuais apólices que incluem a Covid-19 cobrirão os assegurados, caso um médico faça o diagnóstico da doença durante a viagem, garantindo o benefício da interrupção de viagem.

    Nem todos os seguros de viagem excluíam pandemias quando o coronavírus começou a se espalhar no início deste ano; o Berkshire Hathaway Travel Protection estava entre eles. Porém a mudança mais ampla no setor decorre da demanda dos consumidores, de uma compreensão mais ampla do vírus – incluindo taxas de mortalidade e custos hospitalares – e do desejo do setor de que as viagens sejam retomadas.

    Mas, como qualquer outro seguro, o diabo mora nos detalhes quando o assunto são os seguros de viagem, incluindo a cobertura, os destinos onde são obrigatórios e as lacunas inevitáveis, das quais falaremos a seguir.

    Como o seguro de viagem cobre a Covid-19

    Os novos seguros que passaram a incluir a Covid geralmente cobrem as viagens do dia seguinte ao pagamento da apólice até a volta para casa. Durante esse período, se você ficar doente ou um médico determinar que você não pode viajar (devido ao vírus ou a outra doença), os benefícios do cancelamento e da interrupção de viagem passam a valer.

    Esses benefícios variam de uma apólice para outra, mas, ao avaliarmos o custo do seguro para uma viagem de US$ 2 mil com duração de uma semana para a Costa Rica, em dezembro, o site Travelinsurance.com revelou que o custo seria de US$ 69,75 pela Generali Global Assistance Standard, por uma apólice com benefícios relacionados à Covid-19, que entrariam em ação caso você, seu anfitrião no local de destino, um companheiro de viagem ou um membro da família recebesse resultado positivo para o vírus.

    Se isso acontecer antes da partida, a apólice cobre os custos de viagem que já foram pagos. Caso você ou seu companheiro de viagem contraiam a Covid-19 durante a viagem e sejam diagnosticados por um médico, o seguro paga pelos compromissos que já estão reservados, como o hotel, além de cobrir em até US$ 2,5 mil as passagens aéreas adicionais necessárias para voltar para casa, assim que o médico liberar seu retorno.

    Caso você tenha de fazer quarentena e não possa viajar, o seguro paga até US$ 1.000 pelo hotel, pelas refeições e pelo transporte local. A apólice também cobre gastos médicos por até um ano, mesmo depois do retorno para casa, em valores que atingem até US$ 50 mil – embora a apólice também especifique que, antes de buscar a cobertura do seguro de viagem, o segurado deve usar todos os recursos disponibilizados por seu plano de saúde.

    Os viajantes devem ler as apólices com cuidado para compreender os benefícios (por exemplo, algumas regras variam dependendo do estado em que o viajante reside), mas empresas como a TravelInsurance.com, a InsureMyTrip e a Squaremouth estão facilitando a busca com a ajuda de filtros e páginas de perguntas frequentes.

    As novas apólices, mais abrangentes, nem sempre custam mais. Durante uma busca no Squaremouth por um seguro para duas pessoas de 40 e poucos anos em uma viagem de duas semanas que custaria US$ 5 mil, o site ofereceu uma série de apólices com e sem as exclusões do coronavírus, em valores que variavam de US$ 130 a US$ 300, sem acréscimo aparente pela cobertura da Covid-19.

    Nem todos os gastos relacionados à Covid-19 são cobertos por muitas dessas apólices, incluindo os exames exigidos por muitos desses destinos antes do desembarque (eles podem ser cobertos pelo plano de saúde privado).

    Muitas apólices incluem o transporte médico para um hospital próximo, mas não necessariamente para casa. Para quem se preocupa com a possibilidade de fazer o tratamento em outro país, a Medjet, especializada na evacuação de pacientes, oferece atualmente evacuações para pacientes com doenças relacionadas à Covid-19 nos 48 estados contíguos dos EUA, no Canadá, no México e no Caribe, oferecendo transporte para o hospital de sua escolha em seu país de origem (a cobertura para viagens custa a partir de US$ 99; a anuidade custa a partir de US$ 189).

    “A Covid-19 exige métodos de transporte especiais para proteger a tripulação e os outros passageiros, gerando problemas de logística”, comentou John Gobbels, vice-presidente e COO da Medjet.

    Além do plano Medjet, os viajantes precisariam de outro seguro de viagem com benefícios médicos para cobrir os custos de tratamento e a interrupção da viagem.

    As exigências de cada destino

    Os viajantes não são as únicas pessoas preocupadas com a saúde. Um número crescente de países tornou obrigatório um seguro de viagem que cubra a Covid-19 como pré-requisito para a visita, muitas vezes aliado a outras medidas, como a realização de testes antes da viagem e de exames no momento do desembarque.

    Muitas ilhas do Caribe estão entre os destinos que exigem um seguro de viagem, incluindo as Ilhas Turcas e Caicos, e as Bahamas. St. Maarten exige o seguro e recomenda fortemente um seguro de viagem adicional com cobertura para a Covid-19.

    Países mais distantes também exigem apólices que cubram a Covid-19, incluindo a Polinésia Francesa e as Ilhas Maldivas.

    Alguns destinos especificam o plano exigido como forma de garantir que os viajantes tenham a cobertura correta e de acelerar o tratamento. Aruba exige que os viajantes adquiram o Seguro de Visitantes de Aruba, mesmo que o viajante já tenha outros planos.

    “O seguro de viagem fornecido pelo país de destino geralmente cobre apenas a Covid-19 e outras doenças durante o período de estada. Se você pegar a Covid antes da viagem, eles não oferecem cobertura para o cancelamento. Se quebrar a perna, o seguro pode cobrir apenas os medicamentos ligados à Covid. Varia de um país para o outro”, disse Kasara Barto, porta-voz da Squaremouth.com.

    Geralmente, o seguro de viagem varia conforme a idade do viajante, o destino, a duração da viagem e o custo (a maioria varia de quatro a dez por cento do custo da viagem). Alguns destinos, porém, oferecem um valor padrão, e a maioria das apólices inclui limites de cobertura e termos específicos para o uso de serviços médicos de emergência, evacuação e custos associados a quarentenas.

    A Jamaica, que exigirá o seguro de viagem, mas não disse quando a nova regra entrará em vigor, planeja cobrar US$ 40 por viajante. As Bahamas incluirão o seguro no custo do Visto de Saúde para Viajantes, que exige resultados negativos nos exames de Covid-19 e custa entre US$ 40 e 60, dependendo da duração da estada (e é gratuito para crianças com menos de dez anos). As Ilhas Turcas e Caicos oferecem uma apólice de US$ 9,80 por dia, e, caso sejam feitas no país, as apólices da Costa Rica custam US$ 10 por dia.

    Essa lista de destinos deve aumentar. Em janeiro, a região espanhola da Andaluzia planeja exigir um seguro para os viajantes e, para facilitar a compra, está procurando uma empresa que forneça as apólices.

    Lacunas nos seguros de viagem

    As apólices que cobrem a Covid-19 como um evento médico que pode levar ao cancelamento ou à interrupção da viagem, ou as que oferecem cobertura para tratamentos médicos e evacuação, ainda não cobrem os viajantes que podem mudar de ideia quando descobrem que terão de passar por uma quarentena depois da chegada, mesmo que não tenham o vírus. Essas apólices nem sempre estão ligadas às condições locais, como um pico no número de infecções, alertas do Departamento de Estudo, a proibição local de viagens ou a interrupção dos voos.

    Para esses eventos, é possível acrescentar aos planos a opção de cancelamento por qualquer razão, que geralmente devolve apenas de 50 a 75 por cento dos custos não reembolsáveis.

    “Antes da pandemia, não costumávamos recomendar esse tipo de opção, porque as preocupações dos viajantes já eram cobertas pelos planos comuns. Esse tipo de apólice é 40 por cento mais caro e não queríamos que os viajantes pagassem por coberturas adicionais”, disse Barto, da Squaremouth.com. Segundo ela, agora houve um aumento no interesse pela opção, incluída em 22 por cento das apólices vendidas pelo site desde meados de março deste ano.

  • Saiba a importância de ter um seguro de responsabilidade civil profissional


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Seguro visa amparar aqueles que realizam serviços profissionais de engenharia, assim como quem supervisiona ou controla diretamente as obras.

    Em levantamento feito pela Robert Half, empresa especializada em recrutamento e seleção, a engenharia será a segunda profissão mais relevante do mercado em 2021. Diante dessa expectativa de retomada do setor, que movimenta diversas frentes, como área civil, elétrica, mecânica, agrícola entre outras, a Porto Seguro ressaltou sobre a importância desses profissionais contarem com o seguro de Responsabilidade Civil Profissional.

    Segundo Marcelo Santana, gerente de Ramos Elementares da seguradora, o Responsabilidade Civil Profissional é indispensável para os profissionais de engenharia, diante dos riscos que a profissão envolve e que qualquer profissional está sujeito a passar. “O seguro ampara aqueles que realizam serviços profissionais de engenharia, assim como quem supervisiona ou controla diretamente os estudos de viabilidade, levantamento de informações técnicas, cálculos ou pesquisas”, afirma.

    O produto conta com coberturas para reclamações de terceiros vinculadas a atos danosos ocasionados pelo segurado (profissional) durante o exercício da profissão, reembolso dos custos de defesa e também gastos com restituição de imagem, no qual a seguradora pagará os custos de um plano para restituir a imagem do profissional caso necessário. Além disso, garante perdas resultantes de vazamento acidental, ocorrido de forma súbita e imprevista, e de substâncias de quaisquer poluentes (exceto materiais nucleares e/ou radiativos) que tenha cessado em até 72 horas após seu início.

    “Nenhum profissional está isento de falhas, no entanto, quando isso ocorre, o prejuízo financeiro pode impactar todo o negócio e a imagem do engenheiro”, ressalta Santana. “Por isso, contar com o seguro é importante para amparar as possíveis perdas financeiras em consequência dos seus atos, erros ou omissões”, conclui.

  • Mercado de seguros demonstra sua importância social em momentos de crise


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Para falar sobre o seguro como instrumento de inclusão social, Fabiana Resende, vice-presidente executiva do PASI, participou do evento "Diálogos Apólice 25 anos".

    A atividade seguradora tem como objetivo minimizar os riscos à vida, à saúde e às propriedades da população e dos mais diversos setores da economia, desempenhando um papel fundamental. Para falar sobre o seguro como instrumento de inclusão social, a Revista Apólice realizou mais uma edição do evento “Diálogos Apólice 25 anos” na tarde de ontem, 09 de dezembro. Desta vez a convidada foi Fabiana Resende, vice-presidente executiva do PASI. A mediação da transmissão ao vivo foi feita pela jornalista Kelly Lubiato.

    Logo no inicio do evento Fabiana falou um pouco da história da empresa e contou sobre o propósito da organização de desenvolver produtos para as classes menos favorecidas. Segundo a executiva, “proteger as pessoas, independente da renda delas, está no DNA do PASI. Todos os produtos, assistências e serviços que já lançamos ou iremos lançar sempre terão foco em quem mais precisa”.

    Pensando na repercussão da contaminação pela Covid-19 e o aumento dos transtornos psicológicos ocasionados pela pandemia, a empresa disponibilizou de forma gratuita as assistências psicológica, social, nutricional e fitness em sua Central de Atendimento para todos os seus corretores, segurados e familiares. A decisão de liberar estes serviços se deu após ser constatado o registro do aumento do número de atendimentos. “Em um momento tão difícil e delicado como este, no qual estamos cercados de incertezas, temos o dever de dar apoio para todos os parceiros e clientes”, disse a executiva.

    O PASI também incorporou em seu portfólio soluções de telemedicina para atender à distância segurados que precisam de uma consulta médica. Todos os serviços chegam para as empresas e seus colaboradores através das modalidades que compreendem a Teleconsulta Médica por Vídeo, Orientação Médica por Telefone e Assistência Farmacêutica. Todos eles são realizados por profissionais da saúde credenciados. De acordo com Fabiana, “essas soluções foram muito bem aceitas pela nossa carteira. Elas vêm para complementar os cuidados com a saúde e consequentemente diminuir os custos das companhias, minimizando imprevistos causados por enfermidades”.

    Fabiana disse também que investir na diversidade dentro das organizações é algo que pode ajudar a aumentar a penetração do mercado, pois pessoas com visões diferentes agregam em todos os processos e ajudam no desenvolvimento de seguros mais completos. “Entretanto, isso deve começar por uma mudança de cultura do mercado e das companhias. As empresas que optam por um viés social devem entender que isso é uma missão, e não apenas um negócio, pois as pessoas querem se sentir amparadas e importantes”.

    Para a executiva, apesar de todas as dificuldades, são nestas situações como a que o mundo está passando que o seguro consegue demonstrar o seu real valor. Fabiana acredita que a partir de agora a sociedade estará mais atenta à necessidade de proteção, passando a adquirir seguros que incorporam soluções para serem utilizadas em vida. “Por conta da Covid-19, o mercado de seguros conseguiu evoluir o equivalente a 10 anos em 2020. Ainda há muito a ser desenvolvido, mas as empresas que forem criativas agora irão conseguir sair na frente no pós-crise”, ressaltou.

  • Empresas que gerarem maior consciência de risco sairão na frente no pós-pandemia


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Para falar sobre a transformação digital no mercado de seguros, a Revista Apólice realizou na tarde de ontem, 08 de dezembro, mais uma edição do evento “Diálogos Apólice 25 anos”. Dessa vez o convidado foi o superintende de Operações da Bradesco Seguros, Rodrigo Herzog. A mediação da transmissão ao vivo foi feita pela jornalista Kelly Lubiato.

    A Bradesco Seguros vem investindo na experiência digital com foco na jornada do cliente e ao longo de 2020, mesmo com a pandemia, lançou uma série de funcionalidades em seu aplicativo, como o serviço de auto vistoria e a ‘Assistência Dia & Noite’ no seguro residencial. Segundo Herzog, a digitalização dos processos vai de encontro com as tendências que o mercado já vinha observando há alguns anos. “Mas é importante lembrar que não podemos criar serviços e produtos e forçar o cliente a usar o digital. É fundamental investir no conceito de multicanalidade para atender as demandas do consumidor, que irá procurar pelo meio que for mais conveniente para ele”.

    Pensando também em ajudar o corretor neste momento de distanciamento social, a Bradesco Seguros implementou novas funções no Portal de Negócios para facilitar a rotina do parceiro. As novidades promovem a gestão de oportunidades de venda e da carteira do corretor, incluindo o registro de contatos, avaliação das oportunidades e expansão dos cards de acompanhamento. “Nosso papel como seguradora deve ser auxiliar os corretores, oferecendo ferramentas que os mantenham em contato constante com os clientes. O principal objetivo é reduzir o uso do papel e diminuir a burocracia, tendência que vem sendo adotada por diversos segmentos”, disse Herzog.

    O executivo afirmou que é necessário que o mercado pense não apenas na operação, mas no produto como um todo. Ele acredita que há uma tendência de que o digital evolua cada vez mais e que as empresas que conseguirem atender o segurado de maneira rápida, mas eficiente, serão as que irão obter melhores resultados após a crise. “As empresas que gerarem mais consciência de risco irão mais longe. Sendo assim, o grande segredo para aumentar a penetração do mercado é melhorar a comunicação e oferecer produtos mais personalizados, que se encaixem na fase da vida que aquela pessoa está passando”.

    Sobre a relação consumidor x seguradora no futuro, Herzog disse durante a live que devido à pandemia os segurados estarão cada vez mais próximos das empresas e que o mercado passará a discutir cada vez mais o conceito de proteção familiar, e não apenas do bem. “O seguro tem assistência, coberturas e benefícios que podem ajudar a vida das pessoas. É necessário oferecer proteções que tragam valor agregado ao público, pois não existe mais o pré-conceito de que o seguro só serve nos momentos em que ocorre algum sinistro. Estaremos cada vez mais presentes no dia a dia do cliente, isso já é uma realidade”.

  • Teleatendimento é tendência no mercado segurador


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    Com o atendimento online, além da economia de tempo e custos, elimina-se o risco de fraudes, principalmente para produtos de alto risco.

    As tecnologias remotas ganharam ainda mais adeptos em meio à crise do novo coronavírus. Agora, o teleatendimento, que já é tendência em alguns setores, também chega ao mercado de seguros brasileiro.

    A insurtech Planetun desenvolveu o produto TeleVistoria, cujo objetivo é realizar as análises do seguro ao vivo, mas à distância. A solução atende tanto seguradoras, como associações, locadoras ou outras empresas que precisem realizar qualquer tipo de vistoria, inspeção ou sinistro.

    Henrique Mazieiro, CEO da empresa, diz que a partir do contato em tempo real com o perito ou analista, que é o guia da vistoria, além da economia de tempo e custos, elimina-se o risco de fraudes, principalmente para produtos de alto risco como em grandes empresas, comércios, e máquinas e equipamentos.

    “Com o TeleVistoria conseguimos checar detalhes como rachaduras, ouvir ruídos de equipamentos em funcionamento e rever itens que deixaram dúvidas em fotos realizadas pelos usuários, elevando a assertividade da análise”, explica o executivo.

    Segundo o World Insurance Report 2020, da Capgemini e da Efma, publicado no último mês de maio, os consumidores de todas as idades estão adotando uma “mentalidade millenial” e recorrendo a players não tradicionais para ofertas inovadoras e personalizadas com foco em uma melhor experiência do usuário. O relatório aponta que o número de clientes da Geração X e de pessoas de mais idade que fazem transações diárias online e móveis dobrou, passando de 30% em 2018 para 64% em 2020.

    A Insurtech já nasceu com a oferta de soluções remotas e viu sua demanda ser impulsionada diante do isolamento social. No primeiro trimestre de 2020, a empresa teve um crescimento de receita de 111% quando comparado ao mesmo período de 2019, e um aumento de 45% em relação ao quarto trimestre do ano passado.

    “O cenário após a pandemia ainda é incerto, mas mais do que nunca o seguro se mostra necessário na vida das pessoas, já que garante apoio a perdas efetivas e materiais. Em 2019, o mercado segurador teve uma alta de quase 7% e a nossa expectativa para 2020 segue positiva baseada na aceleração da demanda por tecnologias móveis”, afirma Mazieiro.

    Ao acessar o aplicativo web através de um link recebido via SMS ou WhatsApp, o usuário, que pode ser um segurado, oficina ou motorista, já entra em contato com o guia da vistoria ao vivo e pode realizar todo o processo de análise com maior praticidade e segurança, além de contar com todo o direcionamento necessário para eliminar dúvidas e possíveis dificuldades.

    As capturas realizadas pelo guia, bem como um vídeo de todo o processo, ficam salvos na plataforma WorkFlow Mobi – Gestão de Vistorias, que também gera fila de trabalho para solução dos problemas. A solução atende todos os ramos de seguro: automotivo, residencial, vida e previdência, náutico, patrimonial e transporte.

    A TeleVistoria pode ser conectada a processos já existentes, em que o perito decide se há necessidade de se aprofundar, ou pode ser utilizada em novas vistorias, inspeções e sinistros. Caso a empresa adquirente precise, a insurtech ainda faz análise de risco e consegue coordenar toda a operação.

  • Liberty oferece cursos online e webinars para corretores durante pandemia


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    Treinamentos são focados em diversos temas, que vão desde os produtos que a seguradora oferece até assuntos mais amplos, como inovação e produtividade.

    Pensando no crescimento de corretores junto à companhia, a Liberty Seguros vem realizando desde o início da pandemia uma série de treinamentos online para esse público. A seguradora, que oferece cursos digitais desde 2016, aumentou sua gama de opções durante a quarentena, impactando e desenvolvendo mais de 15 mil profissionais no período.

    Treinamentos

    Os treinamentos da companhia são focados em diversos temas, que vão desde os produtos que a seguradora oferece até assuntos mais amplos, como inovação e produtividade.

    Todos os meses a empresa vem lançando cursos novos na plataforma, os últimos liberados foram: “Cultura de Mudanças”, que incentiva o desenvolvimento dos corretores participantes em momentos desafiadores; “O Cérebro do Líder”, que trabalha o desenvolvimento do senso de liderança nos parceiros; e o “Vida em Grupo”, que faz parte da campanha “Na Vibe do Vida” da seguradora lançada esse mês.

    Os cursos estão disponíveis no Meu Espaço Corretor, seção do site da seguradora voltado exclusivamente para os parceiros, além de dar ao participante “Moedas Liberty”, que podem ser convertidas em prêmios posteriormente.

    Além disso, a organização disponibilizou também uma trilha exclusiva para o aperfeiçoamento do inglês dentro da plataforma. São 4 cursos oferecidos para auxiliar no dia a dia dos profissionais, com conteúdos como: Inglês para reuniões – Básico; Inglês para reuniões – Avançado; Inglês para Apresentações; e Inglês para Negociações.

    Desde o início da pandemia, a seguradora já disponibilizou cursos nos temas:

    – “Mindfulness: o poder da presença”;
    – “Oficina de vendas: planejamento, estrutura e ações”;
    – “Criatividade e Disrupção”;
    – “Trabalho Remoto: Como se manter produtivo e gerir o tempo”;
    – “Planejamento do Tempo”;
    – “Liderança: como inspirar e influenciar positivamente”;
    – “Como liderar equipes em trabalho remoto”.

    Webinars

    A companhia também realizou uma série de webinars com especialistas e lideranças da empresa durante a quarentena. O projeto já contou com 14 turmas desde o início da pandemia e tem foco nos produtos das frentes de atuação da organização, como Auto e Vida.

    No mês de junho, os webinars para parceiros foram concentrados em produtos do segmento de Vida, especialmente aqueles participantes da campanha “Na Vibe do Vida”. Para os próximos meses, a seguradora prevê webinars com foco no aperfeiçoamento da língua inglesa, treinamentos sobre produtos da linha de Comércio e Serviços, automóveis e as ferramentas digitais que a companhia oferece. A expectativa da empresa é realizar mais de trinta webinars até o final de 2020.

    “Entendemos que a capacitação é importante para o desenvolvimento pessoal e profissional dos nossos corretores. Neste período de isolamento social, queremos oferecer conteúdos para que os parceiros possam dedicar tempo para adquirir novos conhecimentos, que com certeza irão ajudá-los a enfrentar os desafios pós pandemia e crescer junto à companhia”, afirma Marcos Machini, vice-presidente Comercial da seguradora.

  • Mudanças nos hábitos de consumo geram oportunidades para o mercado segurador


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Durante live realizada pela Sompo Seguros, especialistas debateram a influência da transformação digital, os reflexos da pandemia e o novo comportamento do consumidor.

    Voltar ao que era antes é uma condição que não existirá no mundo pós-pandemia. A vida e as pessoas se modificaram completamente durante esse período de isolamento social, mudando anseios, comportamentos e preferências dos consumidores. Tudo isso acaba impactando em diversas indústrias, mas principalmente no varejo.

    Pensando nisso, a Sompo Seguros promoveu ontem, 1 de julho, uma live para debater as “Tendências do mercado de varejo no novo normal: entenda como as empresas do setor estão se preparando para o cenário pós-pandemia”. A transmissão ao vivo foi mediada por Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da seguradora, e contou com a participação de David Morrell, sócio da consultoria PwC; e Carolina Rocco, coordenadora do time de Business Analytics na Cielo.

    Durante o evento os especialistas debateram a influência da transformação digital, os reflexos do isolamento social e o novo comportamento do consumidor frente ao cenário de pandemia. Segundo Morrell, “as boas experiências fazem os clientes se sentirem ouvidos, percebidos e valorizados. Eficiência, conveniência e bom atendimento são os elementos mais importantes deste processo, e quem entender isso com toda certeza irá alcançar bons resultados após a crise”.

    De acordo com uma pesquisa realizada mundialmente pela PwC, 45% das pessoas tiveram a renda familiar afetada pelo novo coronavírus. 50% dos entrevistados pretendem manter o mesmo nível de gastos no médio e longo prazo, e esse número é ainda maior nos países da América Latina. No Brasil, por exemplo, 60% dos consumidores querem continuar gastando a mesma quantia que gastam durante o isolamento social. “A gente percebeu que dá pra viver gastando menos, e isso gera um novo desafio para todo o mercado”, diz Morrell.

    Carolina apresentou os indicadores do impacto da covid-19 no varejo brasileiro com base nos acompanhamentos feitos pela Cielo. Segundo o relatório, desde o início do surto de coronavírus, a indústria apresentou queda de 28,1% no Brasil, melhorando de forma consistente no fim de março e com leve piora na última semana do mês de junho. O setor de Serviços, o mais impactado desde o início do surto, apresentou queda de 62,4% no período acumulado.

    Para a coordenarora, “é extremamente importante que os estabelecimentos comerciais se adaptem a esse novo modelo de atendimento. Eu particularmente acredito que os dados são um dos bens mais preciosos que temos, então use ao seu favor essas informações para tomar decisões, fazer comparações e entender o mercado que sua empresa atua para ajudar o seu negócio a crescer”.

    Morrel afirma que é fundamental que alguns segmentos invistam em modelos de modernização que atendam o e-commerce. “Durante a quarentena, o comércio online cresceu 56% no Brasil. Mais no que nunca entrar no digital é necessário, pois temos 10 mil brasileiros a mais na internet. Minha dica para os PME’s, que são quem normalmente enfrentam mais dificuldades para aderir ao online, é que eles devem efetuar uma mudança no modelo de negócio e entender o que a marca significa para o consumidor”.

    O presidente da Sompo afirmou que essa mudança no comportamento do cliente é uma oportunidade para o mercado segurador crescer e mostrar sua importância. “Restaurantes, bares, lojas de roupas e tantos outros comércios irão precisar adquirir seguros, pois como foram pegos de surpresa pela crise, os empresários que se encontravam desprotegidos entenderam que contar com o benefício para manter o negócio é fundamental. Nós, como propagadores do produto seguro, devemos oferecer e criar novas soluções para essas demandas que já estão surgindo”.

  • Zurich faz aporte de R$ 9,6 mi para enfrentamento da covid-19 no Brasil


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    Projeto contempla suporte a leitos de UTI e de Enfermaria do Hospital das Clínicas de São Paulo, apoio na ampliação de testes e outras ações.

    A seguradora Zurich, em parceria com Z Zurich Foundation e Zurich Santander, está destinando R$ 9,6 milhões em ações sociais para ajudar no enfrentamento da pandemia do Coronavírus covid-19 no Brasil.

    Do total investido, cerca de R$ 3,5 milhões foram direcionados para a estruturação e funcionamento dos leitos de UTI e de Enfermarias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), preparados exclusivamente para atender casos relacionados ao coronavírus.

    Este novo centro de tratamento começou a funcionar em 27 de março. “Abraçamos uma causa de efeito imediato para atender e tratar os casos de covid-19 e deixaremos um legado para o maior complexo hospitalar da América Latina”, afirma Edson Franco, CEO da seguradora.

    R$ 1,6 milhão deste primeiro lote de investimentos foi canalizado também para a doação de cestas básicas de alimentos e produtos de limpeza para 4.138 famílias durante quatro meses, na cidade de São Paulo. Todas as famílias são assistidas pelas ONGs Somar, Locomotiva, Olga Kos e Hurra!, já apoiadas pela companhia.

    As famílias vão receber um cartão alimentação no valor de R$ 97,50, por mês, que poderá ser usado em supermercados com limitação apenas de itens alcoólicos. Esta ação específica está sendo desenvolvida com apoio operacional do grupo Sodexo, que fará a impressão e gestão dos cartões.

    Outros R$ 4,4 milhões em investimentos foram aprovados na semana passada. Os recursos serão direcionados para ajudar o Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, de Manaus, a adquirir 1 milhão de EPIs para os 1.500 profissionais de saúde da unidade que estão envolvidos com o atendimento a pacientes de covid-19 (luvas e aventais descartáveis, máscaras cirúrgicas, óculos de proteção entre outros itens de segurança).

    Os recursos desta segunda rodada de investimentos também serão direcionados para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do programa Unidos Contra a Covid-19 (unidos.fiocruz.br) para ampliação da capacidade de testagem de coronavírus no país.

    Adicionalmente, a companhia conduziu uma campanha para arrecadar produtos de higiene pessoal e máscaras respiratórias N-95 para doação às famílias atendidas pelas ONGs apoiadas pela seguradora. A campanha também teve apoio da Z Zurich Foundation e para cada R$ 1,00 arrecadado, a entidade doou mais R$1,00. “O momento é de união e solidariedade. Com esta iniciativa, nosso objetivo é auxiliar diretamente 25 mil pessoas”, diz Franco.

    Além das ONGs Somar, Locomotiva, Olga Kos e Hurra!, o IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores) também será beneficiado pela campanha.

    Além destas ações, a empresa criou também um benefício adicional para colaboradores, de até R$ 20 mil, para custear despesas médicas e hospitalares dos funcionários e suas famílias em caso de necessidade de hospitalização para tratamento do coronavírus.

    Valores doados

    Zurich: R$ 3.446.429,63
    Zurich Foundation: R$ 5.371.429,63
    Zurich Santander: R$ 825.000,00

  • Mercado segurador demonstra cautela para retorno de atividades presenciais


    Diversas empresas do setor afirmam que, apesar de não terem datas confirmadas, estão priorizando a segurança dos colaboradores na volta ao escritório.

    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Após meses de atividades remotas devido ao isolamento social causado pelo novo coronavírus (covid-19), muitas empresas estão planejando a retomada do trabalho presencial e se preparando para atender as necessidades de seus colaboradores no “novo normal”. Na preparação para a reabertura, companhias terão que implementar protocolos de segurança, que podem incluir o fornecimento de máscaras, medidas de distanciamento social, alterações no espaço de trabalho, regras de triagem e rastreamento de funcionários infectados pelo vírus.

    Apesar de corretoras e seguradoras terem se adaptado muito bem durante a quarentena ao regime home office, implantando diversas ferramentas tecnológicas para que segurados e corretores continuassem a ser atendidos, algumas empresas do setor já pensam em como retornar aos escritórios de forma segura.

    Na Porto Seguro, apesar de não ter uma data confirmada para o retorno, a seguradora já monta seu planejamento para que colaboradores voltem a trabalhar na sede da empresa. “Já investimos no regime home office desde 2013 e pretendemos continuar depois desta quarentena. Mais de 3 mil funcionários da companhia já atuavam nesta modalidade de maneira integral antes desta pandemia. Precisamos enfrentar esse momento com serenidade, olhar para o agora com calma e estudarmos futuros riscos para só assim voltar para o escritório”, diz Roberto Santos, presidente da companhia.

    Já na MAG Seguros, a data de retorno vai variar de acordo com o monitoramento da covid-19 nas cidades em que a empresa possuí sede. Os colaboradores classificados como grupo de risco permanecerão realizando suas atividades em casa, mesmo com a eventual retomada ao ambiente corporativo. “Para que seja possível a reabertura, é preciso que tenhamos a autorização da prefeitura para o funcionamento de nossas atividades, transporte público com acesso a todos, serviço de alimentação disponível para consumo local ou com serviço de entrega, segurança na cidade e capacidade de leitos de UTI disponíveis superior a 20%”, afirma Helder Molina, CEO da seguradora.

    Segundo Patricia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica, até fevereiro deste ano a empresa tinha 2.164 funcionários trabalhando de casa, ou seja, 40,38% do corpo efetivo da companhia. “Criamos um comitê formado somente para avaliação e implementação de normas de segurança em nossas unidades físicas. Tudo irá depender de alguns fatores, que são diariamente analisados, afinal não estamos com pressa em voltar. Também fizemos uma pesquisa com nossos colaboradores para entendermos o momento de cada um e, assim, futuramente tomar a decisão mais assertiva possível”, diz a executiva.

    Na Minuto Seguros, enquanto estiverem mantidas as recomendações das autoridades públicas de isolamento social, a corretora seguirá trabalhando em regime home office. A empresa continuou mantendo contato com os times, realizando reuniões virtuais de alinhamento, treinamentos e até mesmo happy hour. “Estamos pensando para o futuro um modelo híbrido, no qual as pessoas irão ao escritório mas com frequência e objetivos diferentes do que tínhamos antes da pandemia”, ressalta Marcelo Blay, CEO da companhia.

    A Omint organizou um guia gratuito para que os profissionais e as áreas de RH possam planejar com segurança o retorno às atividades e mitigar os riscos com o novo normal. As atividades nas unidades Vila Omint e Paddock II, nos postos de atendimento e nas filiais do Rio de Janeiro e de Ribeirão Preto retornaram no dia 1 de julho. De acordo com Paulo Guimarães, gerente de RH da empresa, “antes do retorno promovemos uma live com todos os colaboradores para explicar como será o funcionamento dos escritórios e, também, oferecemos um treinamento à distância com todas as orientações de como se prevenir desde o percurso da residência do funcionário até a utilização dos espaços comuns e sua estação de trabalho”.

  • Fenacor consegue liminar que suspende eficácia de dispositivos da Resolução 382/20


    Fonte: K.L. - Revista Apólice

    Liminar concedida por juíza do Rio de Janeiro suspende necessidade de informação do valor da comissão a ser cobrado em contrato antes da aquisição de produto de seguro, de capitalização ou de previdência complementar aberta.

    A juíza Andrea de Araújo Peixoto, da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu, nesta quarta-feira (1º de julho), liminar a mandado de segurança coletivo impetrado pela Fenacor contra a superintendente da Susep, Solange Vieira, e contra a própria autarquia, suspendendo, até a decisão final do processo, a eficácia do trecho do art. 4º da Resolução 382/20 do CNSP segundo o qual, antes da aquisição de produto de seguro, de capitalização ou de previdência complementar aberta, o intermediário deve disponibilizar formalmente ao cliente, no mínimo, informações sobre, entre outros, o montante de sua remuneração pela intermediação do contrato, acompanhado dos respectivos valores de prêmio comercial ou contribuição do contrato a ser celebrado.

    A decisão também suspende os efeitos do art. 9º da mesma Resolução 382/20, o qual cria a figura do “cliente oculto”, que, segundo a norma, “poderá pesquisar, simular e testar, de forma presencial ou remota, o processo de contratação, a distribuição, a intermediação, a promoção, a divulgação e a prestação de informações de produtos, de serviços ou de operações relativos a seguro, capitalização ou previdência complementar aberta, com vistas a verificar a adequação das práticas de conduta de intermediários e entes supervisionados à regulação vigente”.

    O parágrafo único desse artigo, que também perde a eficácia com a liminar, estabelece que “o ente supervisionado ou o intermediário não precisam ser avisados sobre a atividade de supervisão do cliente oculto.”
    Em sua sentença, a juíza salientou que, em exame sumário, observou “a plausibilidade das alegações”, notadamente quanto à ausência de competência do CNSP e da Susep, nos termos do art. 33 do Decreto-Lei 73/66 e de vários artigos do Decreto 60.459/67, para a criação de obrigação profissional não prevista “em lei stricto sensu” para os corretores de seguro.

    “Com efeito, há a relevância na alegação da impetrante no sentido de que a regulamentação do CNSP sobre os aspectos da profissão de corretor, em atendimento ao art. 32, inciso XII, do Decreto-lei 73/66, é meramente incidental, uma vez que a competência do Conselho estaria limitada a disciplinar apenas os aspectos atinentes à operação de seguro, com a vedação constitucional para a criação, por meio de ato infralegal, de obrigações diversas daquelas já estabelecidas pela lei stricto sensu, em respeito ao princípio da estrita legalidade no que tange à regulamentação de atividades e profissões”, acrescenta a magistrada.

    Outro ponto importante destaca pela juíza é que, em decorrência do cenário jurídico-econômico decorrente da pandemia do COVID-19, mostra-se “carente de razoabilidade” o prazo assinalado para o cumprimento, pelo mercado de corretores, das alterações promovidas pela aludida resolução, haja vista que, nos termos do seu art. 17, “o que também comprova a urgência na concessão da medida”.

    Por fim, ela informa que não vislumbra prejuízo inverso pela concessão da medida liminar ora pretendida, ressaltando nesse sentido a via célere do mandado de segurança.

    Durante o Fórum com a Imprensa Especializada, realizado hoje, 2 de julho, pelo Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP), Armando Vergilio, presidente da Federação, afirmou que “desde o ano passado nós estamos apontando as ilegalidades dessa Resolução para a superintendente da Susep, Solange Vieira. Nada foi feito com embasamento jurídico e mercadológico, o que só mostra que estão tentando acabar com os corretores de seguros. Mas não iremos deixar que isso aconteça”.

    Segundo Vergilio, o corretor é quem confere capilaridade para o mercado e é o mais barato modelo de distribuição. “Expor a comissão não vai prejudicar somente a categoria, mas também as seguradoras e principalmente o consumidor, que irá sofrer com a alta na precificação do produto e um possível mau atendimento. Ou será que a Susep acredita que algum representante de seguradora irá ter o mesmo comprometimento que o corretor tem com o cliente?”.

    Durante a reunião online, Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, anunciou que a entidade está em processo de criação de uma campanha dos corretores pró-consumidor, relacionada à diminuição da exposição dos riscos neste momento de pandemia. “Seguro não é um produto aspiracional, e é ai que o corretor de seguros entra, cumprindo seu papel de informar a população sobre a importância de se estar protegido. Ninguém aqui é contra a inovação do setor, mas não podemos deixar que a categoria seja desvalorizada. Sabemos que a luta ainda não acabou, mas conseguir a liminar foi uma grande vitória para todos nós”.

  • Graduação Tecnológica tem descontos de até 40%


    Fonte: ENS - Coordenadoria de Comunicação Social

    Em um mercado de trabalho em que os postos se mostram cada dia mais disputados, garantir um diploma de Ensino Superior pode ser um diferencial para conseguir destaque. Ciente dessa necessidade de capacitação, a ENS ministra a Graduação Tecnológica em Gestão de Seguros.

    Com início do período letivo marcado para 3 de agosto, há vagas disponíveis para turmas presenciais, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP), e para turmas online. Os matriculados até dia 30 de junho terão desconto de 100% no valor da primeira mensalidade.

    Interessados no curso também podem obter até 40% de desconto sobre o valor da mensalidade, caso sejam egressos do programa Amigo do Seguro, da ENS, ou tenham feito mais de 700 pontos nos ENEMs de 2017 a 2019. Já alunos transferidos de outras instituições ou diplomados têm direito a abatimentos de 30% sobre o valor do curso.

    Há ainda política de descontos para colaboradores de empresas conveniadas, sindicalizadas e não-sindicalizadas, que podem receber de 5 a 20% de redução.

    Alunos que pagarem a mensalidade até o dia 10 de cada mês ganham desconto adicional de 10%. As outras bolsas não são cumulativas entre si.

    Diploma em dois anos

    Um dos principais atrativos da Graduação Tecnológica é que o aluno pode obter diploma de ensino superior em apenas dois anos, além de desenvolver conhecimentos em campos específicos da gestão de seguros.

    O curso é composto por 1.600 horas/aula, que compreendem disciplinas como Gestão Estratégica de Seguros, Gestão de Riscos, Pulverização de Riscos, Gestão Comercial de Seguros, Gestão de Operações Empresariais, Tomada de Decisão em Seguros, entre outras.

    Informações como corpo docente, investimento e pré-requisitos estão disponíveis no endereço profissaosegura.com.br, que também é o canal para inscrições.

  • Primeira turma do curso intensivo para habilitação de corretores já está em formação


    Fonte: ENS - Coordenadoria de Comunicação Social

    Recém lançado pela ENS em formato intensivo, o Curso para Habilitação de Corretores de Seguros – Todos os Ramos já conta com alunos motivados para o início das aulas. É o caso do administrador de empresas João Roberto Cardoso, que garantiu vaga recentemente.

    Após anos atuando como gerente Comercial em uma grande seguradora, Cardoso vislumbrava fazer o curso na modalidade presencial. Com a pandemia do novo coronavírus e a criação da versão online e intensiva, decidiu que era o momento de iniciar a formação. “O fato de ser intensivo colaborou ainda mais para eu me inscrever, pois a rapidez sem perda de qualidade pode ajudar a entrar mais rápido no mercado, de forma efetiva”.

    O aluno acredita que, mesmo diante da pandemia, há muitas oportunidades de negócios para o corretor de seguros. “Em tempos de mudança de conceitos, como agora, a profissão de corretor de seguros ganha um novo contorno, que tem como grande diferencial o atendimento personalizado à necessidade do cliente”, ressalta.

    Com expectativa positiva em relação ao programa, Cardoso faz planos. “Ao final do curso, pretendo tirar o registro na Susep e trabalhar de forma autônoma, podendo focar no meu próprio negócio para criar uma carteira robusta e que possa ser ampliada continuamente. No ramo da corretagem de seguros, o tratamento de excelência faz a diferença para conquistar e fidelizar o segurado”, avalia.

    Inscrições abertas

    Para quem deseja seguir os passos de João Roberto Cardoso, o curso intensivo alia a flexibilidade do ensino a distância à experiência de quem está em sala de aula, já que metade do conteúdo será apresentado em aulas ao vivo. Assim, os alunos terão contato direto com professores e colegas de turma.

    As aulas gravadas, por sua vez, permitem maior autonomia para estabelecer ritmo e horário dos estudos. Além dos vídeos e da interação em tempo real, serão disponibilizados materiais interativos, tutorias especializadas, e-books e exercícios.

    A primeira turma terá início em 3 de agosto. As matrículas podem ser realizadas até 30 de julho, no endereço sercorretor.com.br, onde mais informações estão disponíveis.

  • Acionamentos de seguros disparam com a passagem do Ciclone Bomba


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    Segundo dados do Sindseg PR/MS, houveram mais de 2.300 avisos de sinistros em todo o Paraná, com concentração em Curitiba e região metropolitana.

    A passagem de um ciclone pela Região Sul do Brasil causou muita destruição e prejuízo com o registro de imagens de prédios e casas sendo destelhados, árvores caídas sobre automóveis, queda de coberturas inteiras de estabelecimentos comerciais e vários outros danos.

    O coordenador da Comissão Interna de Seguros Gerais do Sindicato das Seguradoras (Sindseg – PR/MS), Luiz Borba, informou que até a última quinta-feira, 02 de julho, houveram mais de 2.300 avisos de sinistros em todo o Paraná, com concentração em Curitiba e região metropolitana. “Principalmente destelhamentos em residências, comércios e empresas com alguns poucos registros de automóveis danificados”, disse Borba, informando que em algumas cidades do interior do Paraná também houve danos pontuais de grande proporção.

    De uma maneira geral vem aumentando a consciência dos brasileiros sobre a necessidade de fazer também o seguro residencial e empresarial, além da proteção do automóvel, mas os índices ainda são baixos em relação a outros países. A estimativa é de que apenas 25% da frota circulante no país é segurada e 15% das residências e empresas têm seguro com cobertura de vendaval.

    Apesar dos números ainda tímidos, o presidente da entidade, Altevir do Prado, afirma que houve um avanço significativo nos seguros patrimoniais no Paraná no primeiro quadrimestre deste ano. “Os seguros patrimoniais cresceram 24,5% no Paraná de janeiro à abril de 2020. É interessante observar que nos últimos meses contabilizados, março e abril, quando já estavam presentes os efeitos da pandemia, o crescimento dos seguros patrimoniais foi ainda mais acentuado, praticamente o dobro dos meses anteriores”.

    De acordo com Prado, eventos como o “ciclone bomba” e sua repercussão na mídia normalmente provocam uma corrida momentânea pelos seguros patrimoniais. Mas segundo ele, “o ideal seria uma maior conscientização das sociedade no sentido preventivo, de enxergar o seguro como uma necessidade para a manutenção do patrimônio e continuidade das empresas”.

    O preço do seguro residencial no Brasil é relativamente atraente considerando o rol de garantias inseridas e serviços assistenciais. Dependendo das coberturas contratadas e do tipo de construção, custa em torno de 0,15% do valor do imóvel.

    Já o custo do seguro empresarial (escritório, comércio e indústria) é mais difícil de precisar uma média em função da multiplicidade de variáveis, como ramo de atividade, sistema de prevenção, construção, localização, entre outros.

  • Procura por seguro auto retoma após reabertura das concessionárias


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    Segundo dados da TEx Tecnologia, a insurtech atingiu o volume de 77% das cotações de seguros que tínha antes do início da pandemia.

    O atendimento ao público nas concessionárias de veículos foi retomado no último dia 05 de junho na capital paulista, e com isso a procura de seguro auto para veículos 0km cresceu. De acordo com dados da TEx Tecnologia, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, após a reabertura em São Paulo o volume de cotação de seguros novos retomou o patamar pré-pandemia.

    “A procura pelo seguro é um termômetro para a retomada do mercado. Após a reabertura das concessionárias, atingimos o volume de 77% das cotações de seguros que tínhamos antes do início da pandemia”, afirma Genildo Dantas, gerente de inteligência de mercado da empresa.

    Dantas comenta que com o fechamento das concessionárias houve uma redução de quase 70% na primeira semana de quarentena. “As cotações de seguros novos despencaram vertiginosamente”, explica.

    Entretanto, ele explica que as concessionárias souberam se adaptar a essa nova realidade. “Nas semanas seguintes da pandemia os números aumentaram progressivamente. As concessionárias começaram a operar de forma online e até fazer a entrega dos veículos nas casas das pessoas”, ressalta.

  • ANS inclui teste sorológico para covid-19 no rol de coberturas obrigatórias


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    A decisão foi tomada na última quinta-feira, 25 de junho, em reunião da Diretoria Colegiada, e passa a valer a partir de hoje.

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde o teste sorológico para o novo coronavírus. A decisão foi tomada na última quinta-feira, 25 de junho, em reunião da Diretoria Colegiada, e passa a valer a partir de hoje, 29 de junho. Os exames sorológicos, pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM (com Diretriz de Utilização), detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao vírus.

    O procedimento passa a ser de cobertura obrigatória para os planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado um dos quadros clínicos descritos a seguir:

    Síndrome Gripal: quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou coriza ou dificuldade respiratória.

    Síndrome Respiratória Aguda Grave: desconforto respiratório/dificuldade para respirar ou pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto.

    O exame é feito com o uso de amostras de sangue, soro ou plasma e pode ser realizado por meio das técnicas de imunofluorescência, imunocromatografia, enzimaimunoensaio e quimioluminescência. Como a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus, esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia de início dos sintomas.

    O teste sorológico é de uso profissional e sua execução requer o cumprimento de protocolos e diretrizes técnicas de controle, rastreabilidade e registros das autoridades de saúde.

    A inclusão desse procedimento no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde atende decisão judicial relativa à Ação Civil Pública nº 0810140-15.2020.4.05.8300. Clique aqui e confira a publicação da Resolução Normativa nº 458.

  • Fundación Mapfre doa € 3 milhões para combate do coronavírus no Brasil


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    O montante equivalente a mais de R$ 16 milhões terá como destino o apoio a iniciativas de autoridades governamentais e entidades de saúde.

    A Fundación Mapfre anunciou a doação de € 3 milhões, o equivalente a mais de R$ 16 milhões, para o enfrentamento da pandemia de coronavírus (covid-19) no Brasil. O valor terá como destino o apoio a iniciativas de autoridades governamentais e entidades de saúde, tanto de prevenção da disseminação do vírus quanto tratamento da infecção.

    “Em um momento tão complexo como o que passamos, precisamos nos unir em torno de boas iniciativas que garantam a saúde e o bem-estar de toda a população. Cuidar da sociedade deve ser o principal compromisso neste momento”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, represente da entidade no país e CEO da seguradora no Brasil.

    A companhia anunciará em breve os projetos que serão beneficiados com o montante.