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  • Oportunidades são para os corretores de seguros que estiverem preparados


    Fonte: Robson Luiz Schiestl Silveira, sócio do escritório Robson Silveira Advogados

    O mercado de seguros caminha em direção a uma nova classe de corretores, que oferecerá serviços mais completos, incluindo consulta e assistência.

    Entendemos que o mercado de seguros vem passando por uma intensa transformação normativa, fato que, aliado às mudanças que vão surgir com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com as mudanças nas regras de previdência e com a chegada do “Open Insurance”, exigirá maior qualificação dos profissionais corretores de seguros.

    Em razão disso, criamos um Instituto de Direito de Seguros focado no corretor de seguros, que nasce com a principal missão de se transformar em uma importante ferramenta para a capacitação dos corretores de seguros nesta área do conhecimento que é de fundamental importância e que ainda tem pouca reflexão no campo jurídico, bem como, nos meios técnicos e acadêmicos.

    Temos um mercado segurador muito importante, mas a qualificação técnica ainda é baixa e esta situação cada vez mais tem acarretado a responsabilização dos corretores de seguros, além de impactar na prospecção de negócios, pois em muitos ramos o mercado passou a exigir uma assessoria mais específica, que requer níveis de conhecimento e profissionalização mais elevados, pois muitas modalidades possuem regras contratuais (e jurídicas) bastante complexas.

    Tenho dito ao longo dos últimos anos que o corretor de seguros precisa assumir um papel de consultor de seguros, caso contrário cederá espaço para os outros canais de comercialização e distribuição de seguros, incluindo as contratações on-line. E, para que possa assumir este papel precisa ter um patamar mínimo de conhecimento dos conteúdos de natureza jurídica da sua atividade, pois o contrato de seguros é, inicialmente, um negócio jurídico.

    No curso “Aspectos Polêmicos de Direito de Seguros”, primeiro a ser disponibilizado ao mercado, fazemos uma abordagem teórica e prática dos principais temas relacionados aos contratos de seguros, e que têm um impacto significativo no dia a dia dos corretores de seguros, com análise de jurisprudência a respeito de inúmeras questões que não estão consolidadas nos tribunais.

    O corretor de seguros precisa estar preparado para esta nova realidade do mercado segurador brasileiro, é um caminho sem volta. Ou o corretor de seguros se profissionaliza, incluindo a busca contínua por capacitação, ou perderá espaço e estará exposto a riscos, pois a tendência do entendimento jurisprudencial é de reforço da responsabilidade profissional do corretor de seguros, pois pressupõe que ele tenha o domínio da atividade a que se dedica e isso envolve o dever de aconselhar e de orientar o cliente sobre a melhor solução para a proteção dos riscos a que está exposto, o que só é possível fazer com estudo e capacitação.

    O mercado de seguros caminha em direção a uma nova classe de corretores de seguros, que oferecerá serviços muito mais completos, incluindo serviços de consulta e assistência, desde os seguros mais simples, aos mais complexos, incluindo riscos cibernéticos, danos ambientais, danos derivados da Internet, responsabilidade civil etc., razão pela qual o direito de seguros está intimamente relacionado à esfera de atuação e de conhecimento do corretor de seguros, embora, a “prima facie” aparente ser uma questão relacionada apenas às carreiras jurídicas, o que, efetivamente, não é verdade.

    Por isso, o direito de seguros é fundamental para o corretor de seguros, para que o mesmo possa atuar no correto assessoramento na contratação de seguros.

  • Tire suas dúvidas sobre as novas regras que flexibilizam o seguro auto


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    O presidente do Sindseg RJ/ES esclarece os principais pontos da Circular da Susep nº 639/21, que visa trazer mais alternativas ao consumidor.

    Está em vigor desde ontem, 1º de setembro, a Circular da Susep nº 639/21, que passa a permitir que as seguradoras possam criar produtos de seguro auto que trarão mais alternativas ao consumidor, seja este proprietário de um ou mais veículos ou apenas usuário/condutor de veículos de terceiros. Apenas 29% dos carros que circulam no Brasil contam com um seguro, de acordo com a CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização). O presidente do SindSeg RJ/ES (Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo), Antonio Carlos Costa, esclarece os principais pontos da nova circular.

    O que muda a partir de agora para o consumidor de seguro?

    ACC: Esta nova norma já era um pedido do setor ao órgão regulador, que permite, a partir da vigência da circular, a criação de produtos que serão lançados em breve para atender às necessidades dos consumidores.

    Em quanto tempo os produtos estarão disponíveis no mercado?

    ACC: Estima-se de três a quatro meses para que os novos produtos de seguro auto sejam lançados no mercado.

    O preço do seguro de automóvel ficará mais barato?

    ACC: O preço do seguro pode ser mais barato nas novas apólices que serão lançados em breve pelas seguradoras. No entanto, é importante esclarecer que o preço será proporcional as coberturas contratadas. A partir de agora, o cliente poderá personalizar seu seguro às suas necessidades, o que pode diminuir o preço. Já o cliente que optar pela cobertura completa continuará pagando o valor integral.

    Cliente que já possui seguro para o veículo, terá algum benefício com essa flexibilização?

    ACC: A nova norma vale para novas apólices, ou seja, valerá para o cliente que fizer um novo seguro que será disponibilizado nos próximos meses no mercado.

    Para um cliente que comprou um carro recentemente e ainda não adquiriu um seguro auto, vale a pena esperar os novos produtos das seguradoras?

    ACC: Não recomendamos que o cliente espere para fazer seu seguro. O ideal é que ele faça o seguro assim que adquira o bem (automóvel). Imprevistos podem acontecer a qualquer momento e ele não poderá contar com a proteção do seguro.

    Motorista de aplicativo poderá adquirir um seguro caso não seja proprietário do veículo?

    ACC: Sim. Esta nova norma possibilita que a pessoa contrate um seguro independente de possuir um veículo. Ela permitirá que os segurados condutores de veículos de amigos, parentes e de locadoras tenham proteção quando forem os causadores de algum dano a terceiros.

    O que poderá ser oferecido pelas seguradoras? E como isso vai funcionar?

    ACC: As seguradoras vão poder oferecer coberturas de casco, de forma isolada ou combinada, para diferentes riscos a que esteja sujeito o veículo segurado. Essa liberdade permitirá a criação de diferentes combinações envolvendo roubo, furto, alagamento, granizo, incêndio, colisão, explosão, vendaval, queda de árvores e etc.
    Nos casos em que o seguro auto for contratado sem a identificação exata do veículo segurado, as condições contratuais deverão estabelecer claramente os critérios aplicáveis para sua identificação, bem como o Limite Máximo de Indenização da apólice. Neste ponto podemos vislumbrar várias situações: o segurado que é proprietário de mais de um veículo, cujo critério de identificação seria o CRV, ou nos casos em que o segurado é apenas o condutor de um veículo de um amigo ou de uma locadora.

    A norma também vai possibilitar que a cobertura de vários itens independentes integrantes do veículo segurado, tais como retrovisores, vidros, faróis, entre outros, tenha franquia única ou por item, desde que devidamente previsto nas condições contratuais da apólice.

    No que tange à reparação de danos do veículo, as seguradoras poderão oferecer duas alternativas: livre escolha de oficinas pelos segurados ou somente de oficinas integrantes de rede referenciada. As seguradoras deverão manter em seu site a lista atualizada das oficinas de sua rede referenciada. Ainda sobre a reparação de danos, passa a ser admitido o uso de peças novas, originais ou não, nacionais ou importadas, desde que mantenham as especificações técnicas do fabricante, bem como de peças usadas, observadas as disposições da legislação específica que regula e disciplina a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres, nos termos da regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

    A cobertura do seguro de Responsabilidade Civil Facultativo também ganha uma nova possibilidade, envolvendo veículos conduzidos pelo segurado ou pelos condutores indicados na apólice, independente de quem seja o seu proprietário.

  • Projeto obriga seguradoras a notificar beneficiários sobre morte de segurado


    Fonte: Agência Câmara de Notícias

    Projeto de lei estabelece prazo prescricional de três anos para que o beneficiário, após ser notificado, requeira os valores do seguro de vida.

    O Projeto de Lei 2138/21 exige que empresas seguradoras notifiquem os beneficiários de valores previstos em contrato no prazo de 30 dias após tomarem conhecimento da morte do segurado.

    O texto, que tramita na Câmara dos Deputados, estabelece ainda que o prazo prescricional de três anos para que o beneficiário requeira os valores do seguro de vida só começa a contar após ele ser notificado por correio ou mensagem eletrônica. “Ainda que o prazo de três anos seja razoável, é importante condicionar a contagem do prazo à notificação postal dos beneficiários relacionados na apólice, para que se reforce o direito deles de requerer os recursos do seguro”, diz o deputado o autor da proposta, deputado Pedro Vilela (PSDB-AL). A proposta altera o Código Civil e o Decreto-lei 73/66.

    Tramitação

    O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Cobertura de RC pode auxiliar envolvidos no incêndio em Barueri


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    A cobertura de RC da empresa causadora do sinistro é que será utilizada para cobrir as despesas de ressarcimento dos terceiros atingidos.

    Na semana passada, um incêndio atingiu uma indústria de produtos químicos no Jardim Califórnia, em Barueri, na Grande São Paulo. O galpão da empresa abrigava 60 mil litros de produtos químicos, sendo 50 mil litros de etanol, de acordo com as estimativas do Corpo de Bombeiros. Quatro pessoas morreram e oito ficaram feridas. As vítimas foram uma mulher e seus três filhos: duas crianças de 4 e 2 anos e um bebê de 11 meses.

    Além disso, o incêndio afetou uma fábrica de outra empresa, duas residências e os veículos que estavam estacionados perto do local. Em nota publicada no site oficial, a prefeitura afirmou que “a perícia está trabalhando na identificação das possíveis causas do incêndio ocorrida em fábrica no Jardim Califórnia”.

    Contar com um seguro em situações como essa é fundamental. As empresas incendiadas podem recorrer à cobertura de incêndio do seguro empresarial contratado para ressarcir os danos aos seus bens, equipamentos e imóveis. Já os proprietários dos carros e imóveis atingidos têm como alternativa acionar juridicamente ou por meio de acordo, a empresa causadora do sinistro. Nesse caso, a cobertura de Responsabilidade Civil dessa companhia é que será utilizada para cobrir as despesas de ressarcimento dos terceiros atingidos, até o Limite Máximo de Indenização contratado na apólice.

    Segundo Paulo Hayakawa, diretor técnico de Large P& C, Garantia e Resseguros da Sompo Seguros, em casos de incêndio de grandes proporções, é necessário um trabalho sério e embasado de perícia para se apurar a origem e causas do sinistro. “Esse trabalho é realizado por peritos, geralmente engenheiros, que efetuam uma investigação nos locais atingidos para se chegar ao fato gerador do incêndio. As pessoas que tiveram bens afetados pelo incêndio podem buscar o ressarcimento por meio de acordos ou ação judicial”.

    O Decreto 61.687/67 determina em seu Capítulo IX, Artigo 18, que as pessoas jurídicas de direito público ou privado são obrigadas a segurar contra riscos de incêndio seus bens móveis e imóveis no país, desde que localizados em um mesmo terreno ou em terrenos contíguos, e que tenham, isoladamente ou em conjunto, valor igual ou superior a 200 (duzentas) vezes o maior valor de referência. “Mas independente da obrigatoriedade, é recomendável que todos os estabelecimentos Comerciais, Industriais e Residenciais contratem seguro com a cobertura de incêndio. Sempre destacamos a importância do seguro para que empresários de qualquer setor tenham a tranquilidade de que a saúde financeira de seu empreendimento, e até a sua própria, não seja seriamente comprometida no caso de uma eventualidade”, ressalta o executivo.

    Hayakawa afirma que uma estratégia de gerenciamento de risco pode evitar acidentes desse tipo e medidas preventivas devem ser adotadas e revisadas constantemente, preservando o patrimônio e a vida das pessoas. “A contratação do seguro também contribui com essa finalidade, basta verificar que, para aceitar o risco, é feita uma inspeção no local que será objeto do seguro. Por meio dessa visita, o segurado pode receber indicações de uma série de melhorias que contribuem para reduzir os diversos riscos que podem causar acidentes em seu local, incluindo incêndio. Até porque, a inspeção segue uma série de normas técnicas já estabelecidas com essa finalidade”.

  • Sucessão empresarial e a importância do seguro D&O


    Fonte: * Por Ale Boiani, CEO, gestora e fundadora do 360iGroup

    Diante das mais diversas situações que uma empresa pode passar, existem produtos de cobertura de seguro para proteger o patrimônio dos sócios e/ou diretores.

    O assunto sucessão empresarial ainda é um tema pouco discutido no ambiente corporativo e de seguros relacionados, mas que é extremamente importante para o futuro de qualquer negócio. O procedimento de passagem de poder e capital entre a atual geração dirigente e a que virá dirigir, situação pela qual todas as empresas que perduram irão um dia passar, exige alguns esclarecimentos.

    Quando um diretor tem poder mandatório na empresa, o que o empodera também a ter autonomia para a tomada de decisões, ele passa a responder pela empresa mesmo após ter se desligado do cargo, com patrimônio próprio. O cônjuge, inclusive, pode ter contas e bens penhorados, de acordo com o regime de casamento que estiver vinculado.

    Diante das mais diversas variantes que a situação como um todo pode provocar, existem produtos de cobertura de seguro para proteger o patrimônio dos sócios e/ou diretores, assim como produtos de investimento no exterior que podem blindar o patrimônio quanto a este tipo de situação, que pode estar sujeita a problemas e divergências burocráticas nos mais diversos níveis.

    Por isso, é extremamente importante contratar os seguros necessários antes de qualquer problema relacionado aparecer, pois, posteriormente, pode ficar inviável. No produto de investimento, por exemplo, a remessa para o exterior só pode ser feita da conta da própria pessoa, o que dificulta este procedimento se já estiver penhorada, não sendo possível a movimentação. Já no que se refere ao seguro, se o processo já estiver acontecendo, isso não estará coberto.

    Muitos executivos pedem o seguro D&O ao entrar na empresa e muitas vezes não se atentam à cláusulas que podem fazer muita diferença. As apólices têm vigência anual e um período complementar de 1 ano, e, caso aconteça algo no ano de vigência e o processo seja apenas no ano seguinte, estará coberto. É possível contratar até 3 anos de cobertura suplementar, mantendo 5 anos de cobertura e contando com o ano de vigência.

    Mas por que é importante contratar a suplementar mesmo que a empresa informe que renovará o seguro todos os anos? Porque a vigência anual quer dizer que a seguradora não tem obrigatoriedade de renovação. Caso a empresa comece a apresentar problemas financeiros ou seja processada, a seguradora pode cumprir apenas com as obrigações do contrato vigente.

    O seguro D&O (Directors & Officers, na sigla em inglês), que é uma modalidade de seguro que visa garantir a tranquilidade e a proteção para executivos e administradores de empresas, pode cobrir a indenização, as custas e os advogados, e ainda ter verba de marketing para algo que venha a manchar a imagem do diretor. Pode, inclusive, oferecer uma renda mensal enquanto a penhora de conta não cair, claro que dentro de algumas limitações que vale a pena entender.

    Complementar à cobertura de seguro, é valioso investir parte dos ativos próprios no exterior. Além da diversificação de mercados e da moeda forte, existem alguns países que só liberam penhora em processos criminais, protegendo, assim, de maneira mais efetiva, o patrimônio dos sócios e/ou diretores de forma que não seria possível aqui no Brasil. Além disso, para que a blindagem seja efetiva, este investimento deve ser feito de forma legal, enviado via Banco Central, declarado no imposto de renda, e, em alguns casos, também no Bacen.

    É importante garantir que todos esses procedimentos e esclarecimentos sejam realizados com o profissional de seguros de sua confiança, que vai garantir que o seu negócio esteja protegido de ponta a ponta.

  • Seguro de vida individual ou coletivo: qual a melhor opção?


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Diretor da Bradesco Vida e Previdência, ajuda a entender as diferenças entre as modalidades e como escolher.

    Contratar uma proteção individual ou coletiva? Essa é a uma das dúvidas mais comuns quando o assunto é seguro de vida. A principal diferença entre as modalidades é o nível de personalização. Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, esclarece as diferenças entre seguro de vida Coletivo e o Individual, assim como os detalhes a serem observados na hora da contratação.

    Vantagens do Seguro de Vida Individual

    A principal vantagem do seguro de vida Individual é ser feito sob medida, de acordo com o interesse, o estilo de vida e as particularidades de cada pessoa. É uma opção adequada para quem deseja proteger financeiramente a si ou a seus dependentes. Um recurso ideal para profissionais autônomos e liberais, que pode ser utilizado para proteção em eventualidades como acidentes pessoais, afastamento temporário do trabalho ou mesmo doenças graves, como forma de apoio financeiro de gastos com hospitais, remédios e tratamentos, entre outros.

    Nessa modalidade, o segurado deve solicitar o apoio do corretor de seguros para avaliar aspectos importantes do contrato. O profissional é o mais indicado para fornecer informações precisas sobre a cobertura do produto e, principalmente, apontar o que não está incluso. Além das coberturas, existem diversos tipos de assistências, como Cesta Natalidade, para atender às primeiras necessidades do bebê, Assistência PET, para cães e gatos, e – no caso do seguro Vida Viva, da Bradesco Vida e Previdência – o serviço Palavra de Médico, que oferece atendimento pela rede referenciada, com diferentes especialidades e especialistas brasileiros e internacionais.

    Benefícios do seguro de vida Coletivo

    O seguro de vida em Grupo é indicado para empresas que buscam proporcionar proteção a seus funcionários. Com valor atrativo e acessível, a proteção pode ser paga diretamente pela empresa ou pela associação ou sindicato a que a empresa pertença.

    Castello aconselha que o segurado procure se informar sobre os benefícios incluídos no seu contrato. “Vale lembrar que essa modalidade também traz segurança aos familiares. Caso ocorra algum incidente com o beneficiário, por exemplo, o seguro dará o suporte necessário, conforme a cobertura ou assistência contratada.”, reforça.

    Tenho um seguro de vida coletivo. Ainda assim, preciso contratar o individual?

    “Em geral, o seguro de vida em Grupo absorve eventuais convenções coletivas, de acordo com a empresa em que o segurado trabalha. Por exemplo, é estipulado um pacote fechado de coberturas, muitas vezes equivalente a um determinado número de salários do empregado. Em caso de desligamento, o funcionário perde o seu seguro. Já a modalidade individual é uma opção mais flexível e personalizável, o que ajuda a ampliar a cobertura e a escolher uma proteção mais completa, capaz de fazer frente às suas necessidades de ordem financeira”, pontua o diretor da Bradesco Vida e Previdência.

    Além disso, Castello destaca que o seguro de vida Coletivo não cobre, por exemplo, o diagnóstico de uma doença grave, que geralmente requer tratamento diferenciado. “Já a modalidade individual contempla essa possibilidade e pode ser contratada para toda a família, complementando uma apólice coletiva que eventualmente o segurado já possua”, conclui.

  • Por que as pessoas estão contratando mais seguros?


    Fonte: K.L. - Revista Apólice

    Dentro do mercado de seguros, os segmentos que mais cresceram foram os relacionados às coberturas de pessoas.

    Apesar da retração econômica causada pela pandemia, o mercado de seguros vem registrando um nível de crescimento crescente em 2021 no Brasil. Mas por que as pessoas estão procurando cada vez mais contratar seguros de diferentes tipos? Atualmente, ter um seguro é uma maneira de garantir segurança e tranquilidade em diversas circunstâncias da vida, ao ter a certeza de que qualquer imprevisto pode ser solucionado.

    Com diversas opções e ofertas de coberturas adicionais, não é de se estranhar que o mercado tenha registrado um crescimento contínuo no país nos últimos tempos. Nesse sentido, é possível aumentar o investimento nos seguros e não tratá-lo como casas de apostas , principalmente porque em algumas carteiras o sinistro é certo, a data de ocorrência é que é aleatória.

    Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), de janeiro a junho deste ano, o mercado de seguros brasileiro cresceu 19,8%, o que significou uma arrecadação de R$ 145,1 bilhões, superando a do segundo semestre de 2019, antes da pandemia, que atingiu R$ 144,7 bilhões.

    Outra vantagem de contratar determinados tipos de seguros é que existe a possibilidade de incluir algumas coberturas alternativas, mesmo não estando relacionadas à cobertura contratada.

    Dentro do mercado de seguros, os segmentos que mais cresceram foram os relacionados às coberturas de pessoas, como por exemplo os seguros de vida e de previdência, cuja arrecadação cresceu 23,7%. O segmento de danos e responsabilidades cresceu 15,4% e o de títulos de capitalização, 8,4%.

    As rotinas da nova normalidade

    A nova normalidade que trouxe o home office, o home schooling e as atividades por zoom impactou diretamente nos seguros residenciais, com um crescimento de 12,5%. Como as pessoas estão mais nas suas casas, os riscos de acidentes domésticos aumentaram consideravelmente. Imprevistos com crianças ou acidentes na cozinha, passaram a ser cada vez mais comuns. Com relação à rede elétrica muitas instalações estão sendo sobrecarregadas, com vários equipamentos ligados o dia todo simultaneamente.

    No primeiro semestre de 2021, as apólices das coberturas de pessoas aumentaram 16,3%. São seguros que cobrem morte, invalidez, doença e sobrevivência. Outro fator decisivo foi a busca de cuidar do próprio imóvel, com a necessidade de ter o apoio, por exemplo, dos serviços emergenciais domésticos e assim poder contar com auxílio profissional.

    Com relação aos seguros de responsabilidade civil, antes pouco comum no Brasil, registrou-se um aumento de 37,4%. Os seguros de transporte também tiveram incremento de 34,1% em seis meses.

    De maneira geral, houve um aumento de 12% nos negócios realizados pelo setor. Analisando os dados de junho, é possível identificar um crescimento de 18,8%, em comparação ao mesmo mês de 2020, com arrecadação de R$27,7 bilhões. O segmento de danos e responsabilidades, que cresceu 18,4%, deve continuar crescendo, principalmente seguros rural, residencial e voltado para empresas.

  • Ataques cibernéticos movimentam mercado de seguros


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Vazamentos também provocam um alerta para que as equipes internas e terceirizadas sejam treinadas para saber como proteger os dados da empresa e seus clientes.

    O ataque cibernético que deixou fora do ar o e-commerce e os totens de autoatendimento da varejista Lojas Renner traz de volta à pauta a discussão de como minimizar os prejuízos com a segurança dos dados e sistemas operacionais das empresas, além das perdas financeiras, já que os resgates pedidos pelos hackers estão cada vez mais altos . No caso da Renner comenta-se que foi pedido o valor de US$ 1 bilhão. As empresas, que já estavam perdidas com as mudanças provocadas pela LGPD, agora buscam caminhos para proteger seus dados e de seus clientes desses ataques.

    O perigo do vazamento de dados vem obrigando as empresas a reverem os seus programas de seguro, que hoje já contam com apólices referentes a vários riscos como patrimônio físico, paralização da operação, responsabilidade civil para ações de consumidores e autoridades, vida, transporte, e agora precisa incluir o risco cibernético. Embora as seguradoras atuem com contratos padrão, os requisitos de cobertura precisam ser muito bem definidos, e até sofrer alterações em algumas cláusulas, para minimizar erros e evitar problemas futuros caso ocorra um sinistro.

    O seguro cibernético garante riscos patrimoniais e responsabilidade civil ao mesmo tempo. Sua cobertura é específica e, por envolver riscos relacionados a questões tecnológicas, as ameaças são constantemente alteradas, com velocidade que não se equipara a nenhum outro tipo de seguro. A contratação exige que o segurado adote medidas para estar sempre em cumprimento de rígidos padrões de segurança cibernética e no tratamento de dados, daí a importância de contar com profissionais da área de tecnologia, inclusive corretor de seguro especializado no tema.

    Isso porque dificilmente os executivos conseguirão definir as coberturas seguindo o nível de detalhes técnicos solicitados nos questionários das seguradoras, que podem cobrir desde o pagamento do resgate pedido pelos sequestradores (que geralmente é feito em bitcoin, o que torna a operação do pagamento ainda mais complexa), despesas com vazamento de dados e com imagem da empresa e danos morais até multas e penalidades de autoridades, dentre outras.

    As seguradoras, que antes ofereciam coberturas amplas, pisaram no freio e, devido ao aumento dos ataques de hackers, diminuíram as gamas de risco. De acordo com o advogado Pedro Ivo Mello, sócio do escritório Raphael Miranda Advogados e especialista em seguros e resseguros, as empresas precisam ter cautela porque as seguradoras correm contra o tempo para se adaptarem às novas formas de ataques que seus clientes estão expostos, mas ainda poucas oferecem esse seguro.

    “O produto ainda está se ajustando. Há uma curva de aprendizado que precisa ser percorrida por segurados e seguradores para que possam ter plena compreensão das garantias que estão de fato contratando e qual o limite das coberturas previstas nas apólices”, explica Mello. “Ainda há questões cinzentas, das quais um mesmo evento pode ser enquadrado em apólices de cyber, de crime, de responsabilidade civil por erros e omissões e até de responsabilidade civil de diretores e conselheiros”, completa.

    As seguradoras contam até com negociadores capacitados para tratar com invasores de sistemas e sequestradores de dados para o caso da cobertura de extorsão. No Brasil há pouquíssimos profissionais capacitados para esse tipo de negociação.

    Os ataques também provocam um alerta para que as equipes internas e terceirizadas sejam treinadas para saber como proteger os dados da empresa e seus clientes, evitando brechas para os hackers. “É preciso contar com a assessoria de corretores de seguros e advogados especializados em grandes riscos complexos na hora da contratação de apólice por conta da complexidade desse produto. Só assim para diminuir os riscos, mas nunca haverá garantia de que uma invasão ou vazamento poderão ser impedidos”, conclui Mello.

  • Regras para contratação do seguro auto mudam em 1º de setembro


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Nova norma simplifica e flexibiliza o produto voltado para veículos automotivos, que é uma das principais modalidades do país.

    Entra em vigor a partir do dia 1º de setembro a Circular nº 639/2021 da Susep (Superintendência de Seguros Privados), que altera as regras e critérios para a operação do Seguro Automotivo no Brasil. De modo geral, a nova norma simplifica e flexibiliza o produto voltado para veículos automotivos, que é uma das principais modalidades do país, tendo arrecadado, apenas no primeiro semestre deste ano, mais de R$17 bilhões em prêmios, e visa a inclusão e a ampliação de acesso para a população, possibilitando o desenvolvimento do mercado.

    Mas na prática, o que muda para consumidores, corretores e seguradoras? A convite do Sindseg N/NE (Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste), o presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Walter Pereira, esclarece algumas questões. “Destacamos alguns pontos importantes da Circular 639/2021, entre eles a possibilidade de contratação do seguro de Responsabilidade Civil Facultativa em nome do condutor, sem a vinculação com um veículo específico”, aponta.

    O executivo também destaca que, com as novas regras, haverá a possibilidade de formatação de combos de coberturas, abrangendo diferentes situações de risco para o veículo, de forma isolada ou combinada, e ainda será possível ofertar o produto com atendimento exclusivo em rede referenciada, até então vedada para o segmento de automóveis.

    “Por exemplo, o cliente poderá contratar a cobertura apenas para roubo ou a combinação com incêndio e colisão. Isso ocorre a partir do entendimento da Susep de que o consumidor pode ter interesse em fazer um seguro mais específico para sua realidade”, completa o presidente. Segundo ele, a FenSeg vê com otimismo e satisfação a Circular 639/2021, pois ela vem para trazer inovação e competitividade ao mercado.

    “Com normas mais flexíveis, fica aberto o caminho para ampliar a base de segurados, com a criação de novos produtos mais ajustados às necessidades do consumidor. As novas regras também são benéficas para os corretores, que devem contar com incremento nos portfólios das seguradoras”, aponta. Hoje, em todo o Brasil, pouco mais de 30% da frota circulante de veículos possui algum tipo de cobertura securitária. Então o potencial de crescimento é considerável.

    Apesar de começar a valer a partir do dia 1º de setembro, as seguradoras terão até 180 dias para se adequarem às novas regras da Susep. Os contratos de Seguro Auto que já estão em vigor permanecem inalterados.

  • Seguradoras têm dificuldades para investirem em plataformas de nuvem


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Diferente de outros mercados que já utilizam os benefícios das plataformas de Cloud, menos de 10% total da carga de trabalho do setor de seguros está alocado na nuvem. É o que aponta o estudo ‘O Valor da Nuvem Para o Setor de Seguros’, realizado pela Accenture. Apesar da transformação digital que o mundo está vivendo, principalmente depois da pandemia, por não terem adotado a tecnologia as seguradoras não conseguem aproveitar os benefícios dessas plataformas.

    A consultoria conta com uma equipe de Research & Development que avalia constantemente novas tecnologias, tendências e inovações. A ideia do estudo para a indústria de seguros faz parte desta ação. De acordo com Leandro Araes, líder de Technology para Insurance da Accenture, “a empresa entende que a utilização de nuvem nas áreas de tecnologia das grandes corporações é um diferencial de negócio e será cada vez mais utilizada ao longo dos anos”.

    Segundo a pesquisa, a Covid-19 mudou a priorização das capacidades de negócios nas companhias e aumentou a urgência para otimização de custos. Desde o surgimento da pandemia as seguradoras vêm sofrendo um forte impacto financeiro, com avaliações totais caindo em média de 20% a 30% em todos os mercados globais. Além disso, o levantamento sugere que as seguradoras que tomaram medidas precoces e já estão investindo na nuvem há algum tempo já estão colhendo os benefícios. Os líderes dessas empresas estão prestes a dobrar sua base de faturamento para o período de oito anos entre 2015 e 2023.

    “Podemos iniciar a lista de benefícios por questões relacionadas à infraestrutura escalável conforme a necessidade, a cobrança conforme o consumo, a temas relacionados à resiliência, disponibilidade, velocidade e segurança. Porém, mais importante que isso, a nuvem oferece benefícios ao negócio. Serviços de inovação pagos conforme o consumo, como exemplo, podemos listar soluções de AI, Analytics, Algoritmos, Monitoramento entre muitos outros que são implementados em modelos modernos de desenvolvimento ágeis seguindo práticas de SER que trazem velocidade, aceleração de ganhos e estabilidade no serviço provido”, diz Araes.

    Para o executivo, um dos motivos desse atraso no uso de plataformas em nuvem em relação aos outros setores é que a inovação de forma geral em seguros sempre esteve atrás de outras indústrias. Entretanto, ele afirma que essa mentalidade tem mudado conforme o índice de conhecimento das pessoas melhora, o que ajuda o mercado a crescer. “Em um movimento na contramão dessa situação de inércia é um onda de inovação da relação das seguradoras com seus clientes. Vemos seguradoras de todos os ramos, principalmente de saúde, transformando a relação de provedora de apólice de risco para uma relação de proteção e serviços para o cliente, sua família e seus bens. Essa mudança traz consigo uma enorme necessidade de transformação sistêmica e acreditamos que a disrupção começa a ser sentida pelo cliente que demanda novas formas de consumir os produtos e serviços”.

    De acordo com o levantamento da Accenture, as empresas devem responder as pressões do mercado para enfrentar a recuperação e encontrar nichos de crescimento em seus negócios principais e periféricos. Uma estratégia baseada em nuvem, adaptada à carteira de negócios e posição competitiva da seguradora, pode permitir a aceleração do crescimento, transformação digital baseada em dados e transformação da curva de custos. “A incorporação da nuvem no dia a dia das empresas possibilita a implementação de modelos de desenvolvimento ágeis de verdade. Equipes escaláveis, ambientes que são criados e desligados conforme a necessidade entre muitos outros serviços possibilitam realmente a implementação desses modelos nas empresas impactando velocidade, qualidade e aceleração de benefício”, afirma Araes.

    O líder de Technology para Insurance da Accenture ressalta que a inovação começa com uma ideia de negócio, uma oportunidade de mercado ou até mesmo um novo produto ou serviço, e que a tecnologia vai prover capacidade de implementação dessas novas ideias, trazendo um diferencial competitivo para companhia. “Este é um movimento sem volta. Ele pode trazer novos desafios de como os grandes provedores de nuvem irão suportar a grande demanda de todas as empresas”.

  • O que esperar da flexibilização das bases contratuais de seguros


    Fonte: Por Walter Polido, diretor da Conhecer Seguros e mestre em Direitos Difusos e Coletivos

    O mercado brasileiro determinou critérios de subscrição que não condizem com as boas práticas e esse repositório, desconforme, precisa ser enfrentado e alterado.

    Superada a catarse pela qual a sociedade mundial e, especialmente, a brasileira, temos um processo de reconstrução do mercado de seguros brasileiro. As primeiras normativas sobre os seguros de danos, já em plena vigência as duas nucleares (Circular Susep 621/21 e Resolução CNSP 407/2021), conduzem o referido movimento renovador.

    Não há paliativos e sequer retrocessos que possam determinar de forma contrária o avanço, o desenvolvimento das bases contratuais dos seguros, atualmente sob condições questionáveis em face das boas práticas internacionais e da conformidade técnico-jurídica requerida, com raras exceções.

    As seguradoras, de fato as responsáveis pelas tarefas pertinentes à reformulação, não poderão simplesmente se esquivar do processo. Não há espaço para este posicionamento míope.

    Os corretores de seguros, desarticulados em relação a este processo modernizante, ainda não se deram conta do papel importante que eles devem desempenhar, estimulando e impulsionando os avanços.

    As seguradoras que não atenderem ou que demorarem para inovar, podem ficar à deriva e sem a recepção de propostas de seguros, justamente porque cabe aos Corretores de Seguros buscar os melhores produtos aos seus clientes.

    As bases contratuais, atualmente padronizadas, não são e nem nunca foram os melhores modelos para os consumidores-segurados brasileiros. É preciso mudar e a flexibilização das normas já está vigendo.

    No decorrer deste texto, estão destacadas as principais situações atualmente encontradas e praticadas pelo mercado de seguros brasileiro, especialmente nos Seguros de Propriedades. Elas demonstram não só o atraso tecnológico em matéria de subscrição, como também a insistência, inexplicável, da adoção de modelos que efetivamente não são positivos para nenhuma das partes contratantes: segurado e seguradora.

    Expõem, inclusive as seguradoras, e não só os segurados, a toda a sorte de interpretação extravagante, até mesmo e principalmente em sede judicial, não construindo uma boa cultura de seguros no País. É preciso, repise-se, mudar este status quo.

    Nos Seguros de Propriedades são encontradas diversas situações desconformes, ainda em razão das normas regulamentares que vigoravam a respeito da elaboração e do registro de produtos de seguros na Susep, sendo que algumas delas foram construídas e sedimentadas ao longo de algumas décadas e não somente em razão dos produtos padronizados, sejam eles do período no qual vigeu o monopólio de resseguro (1939-2007) ou, mais recentemente, pela Susep (2007-2020).

    O mercado brasileiro determinou critérios de subscrição que não condizem com as boas práticas e esse repositório, desconforme, precisa ser enfrentado e alterado. O momento é propício e é agora.

    A análise completa, com destaques importantes sobre o assunto, está disponível gratuitamente no Centro de Pesquisa Acadêmica e Publicações (CPAP).

  • Susep propõe simplificação do seguro auto


    Fonte: K.L.- Revista Apólice

    Autarquia inicia consulta pública que permitirá ao consumidor contratar o seguro mesmo sem carro próprio, entre outras facilidades. Medidas visam inclusão e ampliação de acesso, promovendo desenvolvimento do mercado.

    A Susep (Superintendência de Seguros Privados) colocou em consulta pública proposta de circular que flexibiliza e simplifica os seguros de automóveis no Brasil. A medida visa facilitar e ampliar o acesso a essa importante modalidade de seguro, responsável por um volume de R$ 35 bilhões em prêmios emitidos em 2020, permitindo maior diversificação de produtos, mais inovação e seguros mais baratos. Apesar do alto volume de receitas, segundo dados do Denatran e da Susep, apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019. Mesmo considerando a frota com idade de até 10 anos, esse número não supera 33%.

    Entre as mudanças propostas está a possibilidade de o seguro ser contratado mesmo sem identificação exata do veículo. Já há esta prática em países desenvolvidos, mas ainda é inexplorada no mercado brasileiro. Isso facilita, por exemplo, o acesso ao seguro por motoristas de aplicativos e condutores que já adotam o compartilhamento de automóveis, utilizam carros por assinatura ou alugados, ampliando ainda mais as oportunidades de acesso – e de modo mais inclusivo. Essa proposta está em linha com a crescente tendência de economia compartilhada, com o comportamento migrando da posse para a utilização dos veículos.

    Para a Superintendente da Susep, Solange Vieira, essa iniciativa é uma ação importante no processo de acesso ao seguro e desenvolvimento do setor: “Temos trabalhado para que o seguro seja uma escolha relevante para que o consumidor, o cidadão, possa se proteger e proteger seu patrimônio”, afirma. Na avaliação da Superintendente, dentro dos avanços promovidos pelo novo marco regulatório que vem sendo implementado pela Susep, a flexibilização no segmento auto é um exemplo de transformação de forte impacto em termos de possibilidades de desenvolvimento de negócios e inovação em um mercado tradicional: “Esta medida, sem dúvida, propiciará muitas oportunidades para o mercado e, principalmente, para novos consumidores do seguro, como aqueles que não são proprietários do veículo, mas precisam do seguro como instrumento de trabalho – motoristas de aplicativos e locadores, por exemplo. Trata-se de oferecer mais acesso e possibilidade de escolhas, dando mais poder para o consumidor e desenvolvendo o mercado”, afirma.

    O Diretor da Susep, Rafael Scherre, destaca outras importantes novidades trazidas pela proposta. Ele cita, por exemplo, a livre possibilidade de combinação de coberturas, tanto típicas do segmento automóvel quanto de outras linhas de negócio. Destaca, ainda, a possibilidade de coberturas parciais de casco e a exclusão de limite para caracterização de indenização integral, permitindo maior diversificação de produtos e preços, atendendo às necessidades e preferências de diferentes consumidores: “Esperamos um crescimento significativo do mercado nos próximos anos, com ampliação de cobertura, inclusão e principalmente inovação. E a partir de agora as bases para um ambiente favorável à competição e novos negócios, com menos restrições regulatórias, estão lançadas”.

    Mariana Arozo, Coordenadora-geral de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Susep, destaca ainda que o consumidor terá também a possibilidade de contratar coberturas de responsabilidade civil facultativa e acidentes pessoais de passageiros vinculadas ao condutor: “A proposta traz grande flexibilidade em relação às regras atuais. Esperamos novos produtos e mais segurados – sempre com boas práticas de conduta e total transparência por parte das seguradoras. Comparando com os números da OCDE, é um mercado com potencial para dobrar de tamanho”.

    Com base nos dados da OCDE (2019), a penetração do mercado de seguros de automóvel no Brasil é de 0,53% do PIB, que representa a metade da média da OCDE (1,06%).

    Mercado relevante

    Em termos de arrecadação de prêmios, os seguros de automóvel representaram 44,8% do mercado de seguros de danos no Brasil, em 2020. Trata-se da modalidade de seguros mais “popular” no país, que gerou uma receita de R$ 35,34 bilhões no ano passado, frente aos R$ 78,86 movimentados pelo segmento de danos. Veja abaixo o gráfico com a participação do ramo no segmento, de acordo com os dados de 2020.

    A Consulta Pública ficará disponível por 30 dias.

  • Acidentes em metrô ou trem: qual seguro é possível acionar?


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Na noite de ontem, 3 de maio, aconteceu um acidente no metrô da Cidade do México e ao menos 23 pessoas morreram e 65 ficaram feridas.

    Na noite de ontem, 03 de maio, uma estrutura de sustentação do metrô na Cidade do México desabou, deixando mortos e feridos. Ao menos 23 pessoas morreram no acidente segundo Claudia Sheinbaum, chefe de governo, e há menores de idade entre as vítimas. Até o momento, 65 pessoas foram encaminhadas aos hospitais locais, sete delas em estado grave.

    O acidente aconteceu quando o trem que fazia o trajeto entre as estações de Tezonco e Olivos, da linha 12 do metrô, passava pela via elevada localizada no distrito de Tláhuac, na região sudeste da capital mexicana. A estrutura tinha uma altura de cinco metrôs. De acordo com Claudia, aparentemente uma viga mestra cedeu, mas a causa está sendo investigada.

    Com a investigação em andamento, fica uma dúvida sobre quem é responsável pelo acidente e quais apólices de seguro podem ser acionadas em situações como esta. Voltarie Marensi, do escritório Franco Advogados e especialista em Direito do Seguro, afirma que o mais comum nesses casos é que seja acionada a Responsabilidade Civil. “Quando ocorre um acidente de trem ou metrô, a empresa presta um serviço público e, segundo consta no
    Art. 37 da Constituição Federal do Brasil, a mesma deve ser responsabilizada objetivamente”.

    Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
    § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

    Portanto, a Responsabilidade Civil objetiva é aquela na qual todo o prestador de serviço público têm automaticamente que responder pelos danos, independentemente de culpa. Marensi ressalta que, perante ao Código Civil, o seguro de RC é facultativo, e o Brasil está em desvantagem no aspecto legislativo quando comparado a países mais desenvolvidos. “A legislação de seguros no México é antiga, do ano de 1935. A brasileira é de 1966 e só temos um único dispositivo no Código Civil que trata desse tipo de seguro, quando nas outras legislações mais avançadas, como a portuguesa, a alemã ou a espanhola, têm 10 ou 12”. O especialista se refere ao artigo Art. 787, que diz: “No seguro de responsabilidade civil, o segurador garante o pagamento de perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro”. A seção conta com quatro parágrafos:

    § 1º Tão logo saiba o segurado das conseqüências de ato seu, suscetível de lhe acarretar a responsabilidade incluída na garantia, comunicará o fato ao segurador.

    § 2º É defeso ao segurado reconhecer sua responsabilidade ou confessar a ação, bem como transigir com o terceiro prejudicado, ou indenizá-lo diretamente, sem anuência expressa do segurador.

    § 3º Intentada a ação contra o segurado, dará este ciência da lide ao segurador.

    § 4º Subsistirá a responsabilidade do segurado perante o terceiro, se o segurador for insolvente.

    Além da Responsabilidade Civil, Marensi afirma que o seguro de acidentes pessoais também pode ser acionado em situações como essa, pois ele está atrelado ao seguro de vida e conta com coberturas acessíveis. “O metrô deve oferecer um seguro para os passageiros, pois ele é o responsável por essas pessoas durante todo o trajeto”. O especialista diz que o próprio desgaste da obra, por ter mais de cinco anos, deve ser analisado, e cabe ao gestor público fazer esta fiscalização.

    Entretanto, esta não é a primeira vez que um acidente como esse acontece na Cidade do México. Em janeiro desse ano, um incêndio nas instalações de controle deixou um morto e 29 pessoas intoxicadas. Em março de 2020, dois trens bateram dentro de uma estação, onde uma pessoa morreu e 41 ficaram feridas. “Esta é a prova de que não houve um gerenciamento de risco adequado por parte do gestor público e do metrô. Em qualquer momento da vida estamos sujeitos a falhas, e por isso o seguro cumpre um papel tão importante na sociedade”, diz Marensi.

    Além dos mortos e feridos no acidente, ao menos um automóvel foi atingido pela estrutura, que acabou sendo esmagado pelos escombros. Segundo o advogado, o dono desse veículo também tem direito a indenização após o bem ter sido danificado caso tenha um seguro automóvel. “Se o proprietário do carro tiver contratado uma apólice, a seguradora contratada paga a indenização para o mesmo e, logo após isso, o órgão público reembolsa esse valor. Caso não tenha, e for apontada a responsabilidade civil nessa estrutura do metrô, o responsável arca com os custos”.

  • Com vazamentos de dados em alta, seguro cyber pode ser um aliado


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Para minimizar as consequências dos ataques hackers, empresas e órgãos públicos devem contratar uma apólice para evitar prejuízos e danos à reputação da organização.

    Nesses primeiros meses de 2021 acompanhamos diversas notícias sobre vazamentos de dados no Brasil e no mundo. O maior ataque hacker registrado no país neste ano conseguiu ter acesso às informações pessoais de 223 milhões de brasileiros, entre elas CPF, endereço e outros. Um dos casos mais recentes envolveu o Facebook, no qual foram expostos os dados de 530 milhões de usuários no começo de abril.

    Para minimizar os efeitos de situações como essa, o seguro cyber pode ser um aliado, pois ele oferece auxílio no que se refere à responsabilidade pelo vazamento de dados, bem como eventuais prejuízos financeiros de ataques cibernéticos.

    Entre as coberturas do seguro, estão inclusas investigação forense; extorsão cibernética (ransonware); notificação e monitoramento; restauração de dados eletrônicos; interrupção de rede (lucros cessantes e despesas operacionais); sanções administrativas (inclusive multas) e restituição de imagem da organização. Além disso, o produto cobre a parte de responsabilidade civil e danos a terceiros.

    No Brasil, segundo Boletim de Segurança da Karspersky, foram enviados 360 mil novos arquivos maliciosos todos os dias durante 2020, um aumento de 5,2% em relação a 2019. Segundo Carol Ayub, superintendente de Produtos Financeiros da Tokio Marine, a pandemia provocou um crescimento considerável no número de ataques cibernéticos por conta da necessidade de isolamento social e da adoção do trabalho remoto, colocando à prova os sistemas e os dados das empresas e dos cidadãos em todo o mundo. “É fundamental que as organizações estejam preparadas e com uma proteção caso seu banco de dados seja invadido, pois um ataque cibernético pode abalar a confiança do consumidor e colocar à prova a reputação da mesma”.

    Para Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da Zurich no Brasil, as empresas precisam ficar atentas às possíveis vulnerabilidades e, para tal, devem procurar ferramentas para gerir essa questão de maneira adequada e eficiente, buscando conhecimento e proteções de acordo com a legislação e com cada modelo de negócio. De acordo com o executivo, uma estratégia bem-sucedida de segurança e privacidade de dados passa por criar a consciência dos riscos dentro da instituição e garantir que haja um engajamento da alta administração para garantir que o planejamento seja colocado em prática.

    “Uma companhia pode educar seus funcionários e ter os melhores firewalls e software de detecção de intrusões, mas no final do dia ainda pode ocorrer um incidente que afete sua rede e cause uma violação de dados. No caso de um incidente, é necessário que ela possa, com rapidez, mitigar os danos causados à empresa e às pessoas que tiveram seus dados expostos. Nesse sentido, a apólice de seguros inclui coberturas de pagamento de custos e despesas para ajudar a companhia a lidar com a crise causada por esse vazamento de dados e cumprir com suas responsabilidades perante as pessoas físicas atingidas”, ressalta Saccon.

    Dados da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais) apontam um crescimento de 63% na contratação do seguro cyber em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 24 milhões em prêmio. Marco Mendes, especialista em riscos cibernéticos da Aon Brasil, afirma que o produto irá ser um dos seguros mais procurados do mundo em algumas décadas, principalmente após a aceleração da digitalização ocasionada pela pandemia. “Além de cobrir um risco latente, o seguro cyber está despertado o interesse de diversas companhias e tem uma boa reputação no mercado segurador. Em um futuro não tão distante, empresas estarão mais automatizadas e baseadas em tecnologia, e o risco cibernético pode ser uma das fontes de todos os outros problemas organizacionais. Portanto, é fundamental que o setor fale mais sobre esse tema e dissemine a cultura da proteção”.

    Após investigação, o Procon pediu esclarecimentos sobre o vazamento ao Serasa. Além disso, os hackers responsabilizados pelo ataque foram presos. No caso do Facebook, a União Europeia e a Rússia começaram a investigar o caso recentemente. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) não se pronunciou até o momento.

  • O que o setor de seguros e o de investimentos podem aprender entre si?


    Fonte: Por Ale Boiani, CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup

    Embora regulados por órgãos diferentes, estas duas áreas "se conversam" dependendo do momento de vida de cada pessoa e do seu patrimônio.

    Embora sejam mercados regulados por diferentes órgãos, o de seguros pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) e o de investimentos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), são duas áreas que “se conversam” dependendo do momento de vida de cada pessoa.

    Os produtos de seguro e previdência vão proteger o patrimônio acumulado e os produtos de investimento, devido ao acúmulo de patrimônio, em algum momento podem vir a diminuir ou zerar a necessidade de alguns tipos de seguro.

    Se pensarmos, por exemplo, em uma família que tem necessidade de cobertura de seguro de vida por questões sucessórias, por impostos, por exemplo, o produto de previdência quando já tem capital acumulado, pode vir a substituir a necessidade de cobertura por um “caixa” que também não vai para inventário e também não tem imposto sucessório.

    As empresas do mercado de investimento já se utilizam de tecnologia há alguns anos, e o cliente consegue fazer quase tudo online. Isso facilita muito o acompanhamento das contas e faz com que a pessoa não perca a oportunidade de investir em algo, ou de sair de algo de forma ágil. As coisas acontecem em tempo real e, mesmo tendo o acesso online o tempo todo, o cliente continua contando com as orientações do assessor de investimentos.

    Já no mercado de seguros, ainda existe muita burocracia em papel, e dependência do trabalho de pessoas na outra ponta para que as coisas aconteçam. Vejo alguns corretores “brigando” com a Susep para não automatizar as coisas, achando que assim perderá o cliente, não entendendo que digitalizar o processo não tira a importância do corretor de seguros.

    Durante a pandemia tivemos um avanço nas tecnologias do mercado de seguros que há muito tempo eu não via. Telemedicina, por exemplo, foi regulamentada durante a pandemia e proporcionou que as pessoas não tivessem que se expor em um pronto socorro lotado, que pudessem ser atendidas por vídeo e caso necessitassem de alguma medicação, o médico envia a receita via QR code para que o paciente possa comprar na farmácia de sua preferência o remédio necessário.

    Nas vistorias de bens, como por exemplo de veículos, muita coisa pode ser feita hoje em dia via câmera do celular, evitando o contato pessoal entre vistoriador e segurado.

    Quanto ao aprendizado que o mercado de investimentos poderia ter com a área de seguros, é no que se refere à liberdade de trabalho e neutralidade do corretor de seguros. Enquanto no mercado de assessoria de investimentos o assessor é obrigado a se cadastrar em apenas uma corretora e oferecer aquela única opção ao cliente, no mercado de seguros, o corretor tem um universo de seguradoras que concorrem entre si tentando oferecer os melhores produtos e custos, tendo que ofertar um serviço de excelência ao corretor, que por meio das informações que passa a seus clientes, tem grande influência no processo decisório.

    Tramita atualmente um pedido de mudança dessa regra junto à CVM, para que o assessor de investimentos possa se cadastrar em mais de uma corretora de valores e consolidar os investimentos do cliente como um todo. Devemos ter novidades ainda este ano sobre esse assunto.

  • Fator Seguradora lança o primeiro seguro arbitral do Brasil


    Fonte: K.L. - Revista Apólice

    Produto foi desenvolvido com o apoio do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados e já tem um programa de resseguro aprovado, com a liderança do IRB Brasil RE.

    A Fator Seguradora elaborou em parceria com o escritório de advocacia Mattos Filho o seguro arbitral, para atender à grande demanda das Câmaras de Arbitragem brasileiras. Segundo os idealizadores, há uma estimativa de que as demandas arbitrais das principais Câmaras existentes no país somam R$ 52 bilhões. Segundo dados da CCI de 2016, o Brasil é um dos cinco países do mundo que mais usa arbitragem e a tendência é de crescimento e pulverização do seu uso. Isso ocorre por conta da imprevisibilidade e morosidade do judiciário no Brasil.

    “O produto deve ser utilizado como concessão de liminar com constrição de valor. O cliente pode apresentar uma apólice de seguro em vez de um bem patrimonial ou garantia financeira como contracautela para concessão de liminar”, explica Agatha Lopes Mateus, advogada da Fator Seguradora. A vigência das apólices tende a ser menor do que a de seguro garantia judicial, com tempo médio de 17 meses. “Por não existir fase recursal, o ideal é 12 meses de vigência para que possamos acompanhar a manutenção da capacidade financeira do tomador”, acrescenta Agatha. A concessão da apólice de seguros segue os critérios de outros seguros financeiros da Fator Seguradora, entre eles o tomador ter patrimônio líquido superior a R$ 200 milhões.

    O produto foi aprovado por um pool de resseguradores, com a liderança do IRB Brasil Re. Segundo a executiva, o novo produto está integrado a um amplo processo de transformação digital que envolve toda a companhia. No primeiro semestre, o produto fará parte de uma nova plataforma digital, construída para facilitar o dia a dia de corretores, assessorias e parceiros de negócios.

    O seguro arbitral completa o ramo de seguros financeiros da seguradora especialista em seguro garantia e que, nos últimos anos, ampliou o portfólio com produtos como Responsabilidade Civil Profissional, Directors & Officers (D&O), Erros e Omissões (E&O), além dos tradicionais seguros corporativos como seguros de danos ou no jargão internacional Property & Casualty (P&C), que engloba seguro incêndio, riscos de engenharia, riscos operacionais, transportes entre outros que visam proteger o patrimônio das empresas. “Nosso laboratório de inovação tem como meta o desenvolvimento de produtos para mitigar riscos dos clientes. Garantia está no DNA da seguradora e nossos especialistas sempre buscam soluções financeiras que agregam valor ao mundo corporativo”, diz Luis Eduardo Assis, CEO da Fator Seguradora.


  • O impacto da tecnologia no mercado de seguros


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Corretores e seguradoras tiveram que se adaptar rapidamente a esta nova realidade para continuar oferecendo proteção aos segurados.

    Ao longo do último ano, com as restrições trazidas pela pandemia da Covid-19, a tecnologia se tornou uma peça essencial para a contratação de seguros. Corretores e seguradoras tiveram que se adaptar rapidamente a esta nova realidade para continuar oferecendo cobertura e proteção, mesmo em tempos incertos.

    O mercado de seguros precisou se reinventar e buscar na tecnologia a solução para o momento que o país vive. Com isso, as vendas remotas, impulsionadas pela pandemia, se tornaram mais comuns e, em alguns casos, substituíram a forma tradicional de se vender seguros.

    “Existia esse medo no mercado de que a tecnologia poderia substituir o trabalho do corretor, mas o que vimos ao longo do último ano foi exatamente o contrário. A inovação está sendo usada a favor deles, como ferramenta para que vendam cada vez mais. Seu papel no processo é levar o apoio e conhecimento do corretor para mais perto do cliente em potencial, para que possam chegar a uma conclusão de que cobertura se encaixaria melhor em suas necessidades”, diz Marco Antonio Gonçalves, vice-presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros.

    Mesmo fora do contexto pandêmico, as vendas de seguros online são uma tendência que deve continuar em alta. A inovação veio para agilizar o processo de venda: reuniões remotas permitem que os corretores façam até 10 encontros por dia, enquanto as visitas presenciais levam mais tempo, devido ao período de locomoção. A tecnologia torna o trabalho do corretor mais assertivo, trazendo benefícios também aos clientes e as seguradoras.


  • Consumidor do futuro terá mais liberdade de escolha e influência no setor


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Durante webinar promovido pela CNseg, representantes do mercado de seguros e especialistas comentaram sobre o impacto dos novos hábitos de consumo na relação entre clientes e empresas.

    Na quarta-feira, 28 de abril, a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), realizou o terceiro e último webinar da Semana do Consumidor. Tendo como tema “O Consumidor do Futuro”, a entidade abordou as mudanças regulatórias do mercado de seguros, transformação digital e o impacto dos novos hábitos de consumo no setor.

    O evento foi mediado por Solange Beatriz, diretora-executiva da CNseg, e contou com a participação de Antonino Serra Cambaceres, especialista em Proteção do Consumidor; Juliana Pereira da Silva, presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo); Angelica Carlini, diretora da Carlini Sociedade de Advogados; e Eduardo Fraga, diretor e servidor da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

    Falando sobre qual será o perfil desse consumidor e como ele se relacionará com as empresas, Fraga afirmou que proporcionar uma experiência customizada para o cliente, utilizando tecnologia para oferecer mais transparência e liberdade, é um dos motivos pelo qual a Susep está fazendo uma transformação regulatória. Até o momento, mais de 274 atos normativos já foram revogados pela autarquia. “Essas mudanças irão tornar o seguro mais ágil e acessível para todos, e é isso que o novo consumidor precisa. A digitalização acelerada nessa pandemia funciona como catalisador dessa liberdade para a relação de consumo, pois um ambiente onde o segurado tenha maior possibilidade de escolha de produtos e provedores de serviços é benéfico para todos”.

    O diretor da autarquia ainda ressaltou que o uso cada vez maior de dados pessoais, possibilitado por legislações específicas e o consentimento do cliente, geram a oportunidade de desenvolvimento de ferramentas para as empresas do mercado. “Para desenhar um produto sob medida para o cliente, você precisa saber qual é essa medida. A customização dos produtos, alinhada ao compartilhamento dessas informações, casa perfeitamente com as novas demandas de consumo”.

    Para Angelica, o consumidor do futuro terá cada vez mais poder de escolha e a capacidade de influenciar mercados ao decorrer do tempo, exercendo um papel de indicador de caminhos a serem trilhados pelo setor e pelas companhias. Segundo a advogada, viver é um risco e a única permanência é a incerteza. “O cliente espera o produto e a oferta no tempo certo. É preciso analisar que cada pessoa tem um perfil, então nem todos irão se adaptar a apenas um método de distribuição e atendimento. Investir em tecnologia é e sempre foi importante, mas não dá para ignorar aquele consumidor que não deseje tanta autonomia assim na hora de adquirir um serviço”.

    Juliana disse que a legislação trouxe valores para essa relação de consumo, mas é fundamental que o direito não estabeleça limites na inovação, pois a sociedade precisa evoluir. A executiva ainda comentou sobre uma pesquisa pelo IPSConsumo em parceria com o IBRC (Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente), na qual foram ouvidos 7.906 consumidores em todos os estados brasileiros e 302 executivos de mercado. De acordo com o estudo, a maior crítica daqueles que estão insatisfeitos com o atendimento é com falta de agilidade e resolutividade, o que coincide com os principais desafios apontados para os executivos de mercado. “Durante a pesquisa, percebemos que muitas empresas não monitoram adequadamente as resoluções no primeiro contato do cliente e o nível de satisfação deles. Não vamos pensar no cliente não apenas na área de atendimento ou jurídico, mas na elaboração do produto também”.

  • Ideias inovadoras de corretores serão premiadas pela Liberty Seguros


    Fonte: Kelly Lubiato - Revista Apólice

    Cresça com Ideia é um programa da Liberty Seguros que vai estimular corretores a desenvolverem programas inovadores.

    A Liberty Seguros apresentou para corretores a sua campanha Cresça Minha Ideia. O desafio lançado pelos executivos da companhia pretende estimular ideias inovadoras a partir da experiência dos corretores de seguros, para que eles conheçam o processo de criação da inovação e apliquem os conceitos em suas equipes.

    Os corretores interessados devem apresentar sua proposta para o tema: Como a Liberty Seguros pode ser mais digital e pode ajudar os corretores do mercado a oferecerem uma melhor experiência ao cliente? Após o período de inscrições, 15 ideias serão selecionadas e receberão a mentoria dos executivos da empresa e de consultores por ela indicados. Destes, três trabalhos serão premiados e o vencedor poderá por um processo de aceleração da ideia dentro da seguradora.

    A presidente da companhia, Patricia Chacon, disse que a inovação começa por entender a necessidade de ficar mais próximo ao público. “Nós queremos oferecer condições para que os corretores de seguros encontrem todas as soluções digitais em apenas um lugar”.

    O vice-presidente Comercial da Liberty, Marcos Machini, acrescentou que o Brasil é país da América Latina mais avançado em termos tecnológicos. “O digital já está presente desde a cotação , emissão, sinistro e até a assistência. Sabemos que o cliente já viabiliza toda a cotação digital e eventualmente fecha com o corretor. Mas os meios digitais estão encurtando caminhos e acelerando processos”, declarou.

    O objetivo deste programa é democratizar a digitalização e o acesso dos corretores ao desenvolvimento de novas ideais e soluções, levando inovação para dentro da companhia. Para dar suporte à criação, a Liberty elaborou um estudo de tendências, apresentado por Luis Rasquilha, que mostra como o processo de criação acontece e como ele influencia o desenvolvimento de novas ideias.